Problemas não faltam neste momento ao Atlético. Mas a vida segue e a luta contra a zona de rebaixamento também. Para enfrentar o Fluminense, às 16h, no estádio do Café, em Londrina, o time paranaense irá bastante desfalcado, principalmente na zaga.

O setor será formado por Rhodolfo, Bruno Costa (júnior) e Nei, que atuará improvisado. “A versatilidade está de volta. Mas vamos ajudar o Atlético atuando como zagueiro. É complicado porque jogando como ala ou lateral estou sempre chegando na frente. Mas o importante nesse momento é poder ajudar”, destacou Nei, que no Furacão já jogou em quase todas as posições. Zagueiro, ala ou lateral direito e esquerdo, meio-campista e até mesmo goleiro.

No ataque mais problemas. Alex Mineiro sequer viajou com a delegação para Londrina e Rafael Moura foi afastado do grupo. Wallyson e Marcinho formarão a dupla ofensiva, caso Wally esteja apto. O mistão atleticano, já que a formação jogará junta pela primeira vez, será comandado interinamente pelo preparador físico Riva Carli.

Ressalta-se que o mando de campo do jogo é Rubro-Negro e que a partida acontecerá no Norte Pioneiro em razão da penalidade imposta pelo STJD. O Furacão foi punido devido a atitude irresponsável de torcedores que trocaram bombas com a galera alviverde durante o último Atletiba na Arena.

Crise

Assumir o Atlético no meio da crise que se instalou no clube da Baixada não é nada fácil. Sobre a indigesta tarefa, o profissional destacou que está dirigindo o time por um pedido do presidente Marcos Malucelli e para deixar o grupo, no mínimo, organizado.

“Nosso trabalho é junto dos jogadores e da comissão técnica para dar uma organização dentro de campo. É um momento delicado e os problemas vieram todos de uma vez só. Mas isso não significa que não poderemos superá-los. Temos condições e vamos buscar o lugar que é do Atlético”, afirmou.

Riva Carli pretende que a equipe faça um boa exibição para entregá-la em alta ao novo treinador. “Sou preparador físico. Tenho responsabilidade grande para melhorar a condição atlética dos jogadores. Essa é a minha função. Não sou nem treinador interino, apenas estou direcionando o trabalho nessa situação”, explicou.

Mas comandar o Atlético em campo não é nenhuma novidade para Riva. Em 2002 ele assumiu o time na reta final do campeonato paranaense e sagrou-se campeão diante do Paraná Clube. Depois teve uma desastrosa passagem na Copa dos Campeões, antecedendo Valdir Espinosa que iniciou trabalho no Brasileirão.