Hoje, o Atlético põe à prova sua qualidade para tentar salvar o primeiro semestre da temporada 2011. Para não passar em branco no início do ano, o time terá de vencer o Vasco, às 19h30, no São Januário, em partida decisiva das quartas de final da Copa do Brasil.

Um placar simples, de 1 x 0 já basta, depois do empate por 2 x 2, na última semana, na Arena da Baixada. Mas quando se puxa pela memória o histórico dos confrontos contra o Vasco, o retrospecto é desanimador. O Furacão precisa acabar com o tabu de nunca ter vencido o adversário no Rio de Janeiro.

Mas tabu é algo que o Atlético sequer comenta e os jogadores preferem falar apenas em confiança. Adilson Batista também não fala em acabar com hegemonia vascaína em casa e muito menos em passar para uma inédita semifinal apenas para salvar o início de temporada.

“Não é questão de salvar. Foram ruins esses primeiros quatro meses e temos consciência das dificuldades. O objetivo é melhorar e conquistar. Existe esta possibilidade, temos chances e vamos trabalhar para tentar eliminar o Vasco”, afirma o treinador rubro-negro.

Para bater o Vasco e seguir a competição que virou objetivo principal, Adilson não quer um time “medroso” em campo. “Mesmo fora de casa, temos condições de chegar lá e vencer o jogo. Não dá para ficar se intimidando, com medo, só marcando e jogando contra-ataque. Primeiro que a escola do Rio permite você jogar”, frisou o técnico.

Além disso, a necessidade de o Vasco buscar a vitória para também suprir a perda do Estadual para um rival aumenta as dificuldades. “Evidente que é um jogo diferente, é uma competição diferente, onde o Vasco, como nós, perdeu o estadual e também tem a necessidade de ir mais longe e tentar buscar a Copa do Brasil”, diz Adilson.

Para Paulinho, um dos jogadores que mais atuou pelo Furacão este ano, vencer o Vasco não basta para apagar a frustração do começo da temporada. Para ele, o Atlético precisa mais do que isso para que possa se sentir realizado nestes primeiros meses.

Fazer história sendo o primeiro elenco a chegar numa semifinal não é suficiente. “Não adianta nada ganhar (agora) e perder na próxima (fase) para São Paulo ou Avaí. Temos que ser campeões e aí sim salvar o semestre”, destacou o lateral.