O Atlético enfrenta o Bahia, às 21h50, em Salvador, no estádio Pituaçu, na primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil. O duelo pode servir para o Furacão acabar com a síndrome que atormenta o clube há duas edições da competição.

Desde 2007, quando chegou às quartas de final – eliminado pelo Fluminense, na melhor campanha que já teve em 15 edições de que participou -, o Rubro-Negro não passa da 3.ª fase da Copa do Brasil.

Em 2008, o vexame foi ainda maior. Foi eliminado pelo modesto Corinthians Alagoano, na fase inicial. Em 2009 e 2010, o time chegou às oitavas, mas não foi páreo para Corinthians e Palmeiras, respectivamente.

Hoje, novamente o time encara uma equipe da Série A e não quer saber de repetir os tropeços anteriores. Para os jogadores, a maior aposta é manter o bom ritmo que levou o Atlético a vitórias nos últimos quatro jogos.

Mesmo sem Paulo Baier, que ficou em Curitiba, o Furacão terá de se superar. Para compensar a importante baixa, a equipe terá os retornos de Madson, que deve substituir Baier na articulação das jogadas, e Manoel, que deve ocupar o lugar de Dalton. O zagueiro nem viajou com a delegação, por opção do treinador Adilson Batista.

Em meio a ausências e retornos, o time reconhece que ainda não está em nível elogiável, mas pondera os problemas sob alegação de que Adilson Batista já conseguiu mudar um pouco este panorama, mesmo com apenas um jogo no comando do grupo.

O volante Robston é um dos otimistas sobre a chegada do novo treinador e só não considerou o jogo perfeito com o Cianorte, no domingo passado, em razão do forte calor na cidade, que apagou a equipe no segundo tempo.

“O ser humano sente mesmo, mas no o primeiro tempo o time melhorou ignificativamente e esperamos manter. A equipe [do Bahia] é mais qualificada que o Cianorte, com todo o respeito, mas o Atlético tem uma equipe forte”, disse Robston.

Com o Campeonato Paranaense cada vez mais difícil de ser conquistado, Robston quer o time mais focado na Copa do Brasil, para conseguir um bom resultado que permita ao Furacão ter mais tranquilidade no jogo de volta – marcado para a próxima quarta-feira, às 21h50, na Arena da Baixada.

“Tem que fazer por onde, até porque nossa situação no Estadual está difícil e temos que apostar nossas fichas na Copa do Brasil”, reforçou o volante, que jogará ao lado de Deivid e Kléberson. Com o jogo na Bahia à noite, o calor não deve ser empecilho para o Atlético, hoje.