Pronta para receber os jogos da Copa do Mundo, a Arena da Baixada ainda está trazendo certa preocupação para a CAP S/A e para representantes dos poderes municipal e estadual às vésperas do Mundial. Com o atraso do último repasse de R$ 6,4 milhões referente ao último contrato de financiamento firmado entre o Atlético e a Fomento Paraná, o clube não conseguiu honrar integralmente seus compromissos com algumas empresas que prestaram serviços na reforma e ampliação do estádio, e os operários prometem fazer uma manifestação nas cercanias do Joaquim Américo caso o pagamento não seja realizado até a próxima segunda-feira.

De acordo com um dos representantes da empresa A.A. Camargo, que realizou, até a última sexta-feira, serviços de instalações elétricas e de tecnologia da informação na Arena da Baixada, a CAP S/A ainda não quitou as dívidas referentes as rescisões dos funcionários e informou ainda que não há previsão para que os recursos sejam repassados à empresa prestadora de serviço. Os salários de maio foram quitados, em cima do prazo, na última sexta-feira.

“Ter Copa do Mundo é fácil, mas quem deu o sangue para trabalhar no estádio agora está tendo dificuldades para receber o que é seu de direito. Precisamos encerrar o vínculo dos funcionários. O não pagamento e esse atraso vão ocasionando diversos prejuízos. Queremos evitar brigas judiciais”, disse um dos diretores da empresa, que não quis se identificar.

Ainda segundo o representante da A. A. Camargo, os funcionários estão cobrando os pagamentos devidos desde a última segunda-feira e ameaçando protestar em frente à Arena da Baixada e até mesmo em frente ao CT do Caju, local em que a Espanha está realizando os treinamentos. “A pressão está muito grande. O Atlético nos passou que não há previsão para pagamento e nossa empresa não conta com esse valor em caixa. Estamos nas mãos do Atlético agora. Não só a minha, mas várias empresas não receberam. Os funcionários, se for preciso, vão protestar para receber o que é de direito”, acrescentou.

Condição

De acordo com a Fomento Paraná, a liberação da última parcela está condicionada a integralização do capital social da CAP S/A na obra de reforma e ampliação da Arena da Baixada. Com dificuldades para cumprir essa condição, o Atlético, em algumas reuniões realizadas com técnicos do banco estadual, solicitou o adiamento para realizar o pedido que consta no contrato.

Entretanto, apesar de a Fomento Paraná concordar com o adiamento do prazo, o presidente Mário Celso Petraglia não teria aceitado alguns termos estipulados pela instituição financeira no termo aditivo do contrato e, por isso, os recursos ainda não foram repassados. Para tentar equalizar a situação, o mandatário atleticano vai se reunir novamente com representantes do banco estadual na segunda-feira a fim de resolver a situação e receber a última parcela do financiamento, que já se encontra no Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), controlado pela Fomento Paraná.