Depois de 22 anos, o Campeonato Paranaense voltará a ser decidido em um Atletiba no Couto Pereira. A finalíssima mais recente entre os rivais havia ocorrido em 1990, quando Coritiba e Atlético empataram por 2 x 2 e o Furacão levantou a taça.

De lá pra cá, os dois clubes fizeram a final do Estadual mais cinco vezes, sendo uma no Pinheirão (1998) e quatro na Arena da Baixada (2000, 2004, 2005 e 2008).

Em 2010, no próprio Couto, e em 2011, na Arena, houve duelos decisivos, mas que não eram a finalíssima da competição, por conta do regulamento. Aquele confronto do início da década de 1990 entrou para a história do Atletiba.

A começar pelo regulamento do campeonato. Mesmo com a melhor campanha, o Coxa não teve a vantagem na decisão, uma vez que quem teria o direito de jogar por dois resultados iguais seria o melhor do hexagonal final, no caso o Furacão.

“Foi uma ducha de água fria. Fizemos mais pontos que o Atlético, mas eles acabaram jogando pelo empate porque ficaram um ponto a frente depois. Fizemos melhor campanha, mas não tínhamos a vantagem”, lamenta até hoje o ex-atacante Serginho Prestes. “O Coritiba era melhor. Era um título ganho, mas não acredito que foi injusto. Injusto foi o regulamento, que beneficiou o Atlético”, afirmou o ex-zagueiro Berg.

Com a bola rolando, o jogo teve várias reviravoltas. Logo com cinco minutos, o Furacão abriu o placar com um gol de Dirceu. Mas pouco depois, aos 13, Pachequinho empatou e no último minuto do primeiro tempo Berg virou para o Coxa.

Só que, na segunda etapa, aos 26 minutos, o mesmo Berg acabou marcando gol contra, – na tentativa de corrigir um erro da defesa, ele cabeceou para trás, para mandar para escanteio, mas empurrou para as redes – que deu o empate e também o título ao Rubro-Negro, uma vez que o primeiro jogo da final também terminou empatado, mas por 1 x 1.

“Quando saiu o gol do empate, tinha um certo tempo até para buscarmos a vitória. Mas esse gol contra maluco acabou atrapalhando o time e o Berg, que vinha fazendo um bom campeonato”, recorda Serginho, que participou da jogada do gol contra. “Queríamos reagir, buscar o resultado. tentamos retomar o controle da partida, mas não conseguimos. Foi uma final equilibrada, tanto que terminou empatada, mas o Atlético tinha a vantagem e ficou com o título”, acrescentou o ex-atacante Pachequinho.