Paranaense 2009

Atletiba sem abertura de placar no Couto Pereira

As arquibancadas balançaram, as torcidas fizeram a festa, os times não pararam um minuto em campo, mas o placar ficou estático no 0 a 0, ontem, no Couto Pereira. Faltou pontaria e sobrou marcação no clássico que marca a reaproximação das diretorias de Coritiba e Atlético.

Melhor para o Rubro-Negro, que mantém a liderança do Paranaense, agora com 7 pontos ganhos e pior para o Alviverde, que caiu para a quarta colocação, agora com 5 pontos, e ainda folga no meio de semana. O próximo adversário do Furacão será o J. Malucelli, quarta-feira, na Arena, enquanto o Coxa viaja para enfrentar o Foz no ABC, domingo que vem.

Se horas antes do confronto alguns baderneiros foram presos brigando no terminal de Pinhais, e entre outros locais da cidade, por uma rivalidade que deveria ficar apenas no futebol, as duas renovadas diretorias deram mostras que são civilizadas e não lembram o ranço das anteriores.

O presidente Jair Cirino dos Santos recebeu Marcos Malucelli com um abraço no meio do gramado na volta de um mandatário atleticano ao Alto da Glória após vários anos. Isso, no entanto, não reduziu a rivalidade nas arquibancadas. As duas torcidas deram um show e passaram aos jogadores o que queriam: um jogo de alto nível.

Essa era a promessa e os jogadores tentaram cumprir à risca. Ponto para os técnicos Ivo Wortmann e Geninho, que armaram sólidas defesas, mas lançaram mão de meios-de-campo criativos na busca dos três pontos. Mas, na mesma medida em que os times estavam mais “faceiros”, a marcação também prevaleceu com esses mesmos jogadores.

Talvez por ainda ser início de temporada, a parte tática ainda ficou aquém do que se esperava de duas grandes equipes, mas no físico ninguém decepcionou. Aí, quem tinha técnica começou a se destacar.

Do lado alviverde, Marlos deitou e rolou e até fez Antônio Carlos tombar no gramado, mas na melhor chance que teve parou nas mão do sempre atento Gallato.

Do outro lado, Ferreira arranjou gás para algumas escapadas já no final da partida, mas os companheiros não seguiram o exemplo do camisa 10 e quando ele tentou servir alguém, quem estava lá era o não menos virtuoso Vanderlei.

Com tantas dificuldades ofensivas, quem se destacou mesmo foram as defesas. A do Coxa bem mais sólida, mas a do Furacão conseguiu segurar a pressão maior de quem estava em casa e ia para cima impulsionado pela galera.

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