Grandes vencedores do Prêmio Brasil Olímpico, as velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze e o ginasta Arthur Zanetti receberam a láurea com sentimentos diferentes. Enquanto as iatistas afirmaram não esperar pelo prêmio, o medalhista olímpico lembrou o ano difícil e resumiu: “valeu todo o suor”.

Campeão olímpico nas argolas nos Jogos de Londres em 2012 e vice-campeão mundial este ano, Zanetti concorria ao prêmio de melhor atleta do ano ao lado do jogador Tiago Splitter, primeiro brasileiro campeão da NBA, defendendo o San Antonio Spurs, e o vice-campeão mundial de tiro com arco, Marcus Vinícius D’Almeida.

“Vale por todo o sacrifício do ano. Este ano foi bem complicado, com competições difíceis”, disse Zanetti pouco depois da cerimônia de entrega do prêmio, realizada no Theatro Municipal do Rio. “Valeu todo o suor, desde o início do treinamento.”

Laureadas entre as mulheres, Martine Grael e Kahena Kunze coroaram um ano em que foram campeãs mundiais de vela na classe 49erFX e eleitas as melhores iatistas do mundo pela Federação Internacional de Vela.

“Estou muito feliz de estar aqui hoje. Não esperávamos vencer, estávamos concorrendo com duas grandes atletas”, disse Kahena, referindo-se à maratonista aquática Ana Marcela Cunha e à judoca Mayra Aguiar. “Eu realmente não me preparei para o discurso, mas é muito legal estar aqui representando a vela feminina e fazer parte desta história.”

Já Martine lembrou ainda que o evento reuniu muitos medalhistas olímpicos – incluindo o próprio pai, Torben. “A gente está em meio a esses campeões olímpicos, mas ainda temos um longo caminho pela frente. A Kahena disse hoje, mais cedo: são os nossos ídolos, por quem a gente torce também”, comentou.