Porto Alegre – “Bem-vindos ao inferno”. A frase na faixa da torcida do Internacional representou um pouco do que foi a grande final da Copa do Brasil. O Athletico passou por cima de tudo e de todos. Bateu a pressão colorada, o Beira-Rio completamente lotado e com a vitória por 2×1 em campo, na noite desta quarta-feira (18), garantiu a conquista inédita da Copa do Brasil. Festa dos 2.300 rubro-negros presentes no estádio e que tomou conta de Curitiba. Uma noite para ficar marcada para sempre na memória do atleticano.

A final começou muito antes do horário marcado. Desde as primeiras horas do dia o entorno do Beira-Rio já recebia os torcedores dos dois times. Fora do estádio, a expectativa era grande. As duas torcidas mostravam confiança na conquista do título e, cada uma ao seu modo, se preparava para a grande decisão.

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Vencer a Copa do Brasil virou uma obsessão para o Athletico. Seja para o time, quanto para os seus torcedores. Era o título que faltava na sua galeria. Por isso, valia de tudo um pouco para ver de perto o Furacão em campo diante do Internacional. Pelo ar ou pela terra, os rubro-negros foram chegando ao Beira-Rio. Confiantes, só que em menor número, o torcedor fez sua parte e não parou de apoiar um minuto sequer, mesmo que em alguns momentos não fosse ouvido.

Antes de a bola rolar, um verdadeiro espetáculo no palco da finalíssima. Um show de luzes e, com a taça nas mãos, os ex-jogadores Washington e Caíco, que já defenderam as cores dos dois clubes. A expectativa para rolar a bola era cada vez maior. O Beira-Rio estava lotado. O recorde de público foi batido no estádio.

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Mãos suadas, unhas sendo comidas sem parar e valia até segurar o terço na mão. Era a tensão que tomava conta das duas torcidas. O torcedor do Inter sabia da missão mais complicada. Mas confiava na força do time jogando dentro dos seus domínios. A grande chance perdida por Nico López logo no primeiro minuto de partida incendiou de vez o Beira-Rio. O torcedor colorado empurrou seu time com tudo.

Mas, ao longo do jogo, quem falou mais alto foram os atleticanos, que empurraram o time na conquista inédita. No final, apesar de estarem em minoria, eles que eram ouvidos nas arquibancadas, calando o Beira-Rio. Com o título garantido, vieram as provocações. A primeira delas com os gritos de “grama sintética”, em alusão à declaração de Guerrero, que garantiu que em casa o Inter reverteria a derrota na ida.

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Depois, na festa, muitos foram ovacionados e tiveram seus nomes gritados, como o goleiro Santos e, principalmente o técnico Tiago Nunes. Além deles, os zagueiros Thiago Heleno e Pedro Henrique e o volante Camacho, que não puderam jogar na competição, também foram lembrados pelos atleticanos.

Uma festa completa. Mesmo longe de casa. A torcida do Athletico incentivou, apoiou e, principalmente, comemorou o título, depois de muito nervosismo, ansiedade e expectativa. Mas tudo valeu a pena para quem percorreu 700km para estar ao lado do time nesta noite inesquecível.