Atacante do São Paulo será testado hoje

Luís Fabiano terá um dia especial hoje. Depois de ficar afastado dos treinamentos de sábado e ontem por causa de uma dor na parte posterior da coxa direita, o atacante do São Paulo precisa estar em condição de voltar às atividades normalmente. Se não conseguir realizar pelo menos dois treinos normais (amanhã e quarta-feira), estará afastado do time que vai enfrentar Camarões, quinta-feira em Saint-Denis, na estréia da seleção brasileira na Copa das Confederações.

Ontem, o chefe da equipe médica da seleção, José Luís Runco, procurou tranqüilizar o técnico Carlos Alberto Parreira. “O doutor (Runco) me disse que o Luís Fabiano apresentou uma melhora acentuada. Agora vamos aguardar”, afirmou o treinador. O atacante do São Paulo começou a perceber o problema na noite de sexta-feira, quando voltou do treino. A causa, segundo o atleta, foi a seqüência de jogos (pelo clube e seleção) e a desgastante viagem que a delegação fez à Nigéria, onde disputou amistoso preparatório no dia 11.

O risco de corte da delegação, por enquanto, parece afastado. Se Luís Fabiano não se recuperar a tempo para enfrentar os camaroneses, sua disponibilidade é considerada certa para a segunda rodada, diante dos Estados Unidos, dia 21, em Lyon.

Quando convocou os atletas que defenderiam a seleção na Copa das Confederações, Parreira afirmou que a competição serviria para que observações fossem feitas a fim de se montar o grupo que vai iniciar a disputa das eliminatórias, já no segundo semestre deste ano. Ontem, o discurso foi aperfeiçoado. O treinador deixou claro que vai montar um time-base para jogar na França, e que alterações, embora não descartadas, serão mais difíceis do que se imaginava. “A gente vai competir com uma equipe só, mas evidentemente vou estar atento. Quanto mais puder usar como um laboratório, melhor. Mas sem desvirtuar a equipe”, explicou Parreira, que colocou Adriano, atacante do Parma, na vaga de Luís Fabiano no treino de ontem.

Nem aí!

Estressado certamente não é um adjetivo que possa ser utilizado para descrever Ronaldinho Gaúcho. Enquanto sua possível transferência do Paris Saint-Germain para o Manchester United provoca especulações por todos os cantos, o meia-atacante brasileiro está tranqüilo. Chega até a exagerar para demonstrar sua calma.

“Não penso em nada que não seja seleção, estou cem por cento somente pensando na seleção. Para tudo o que acontece fora tem meu irmão cuidando, ele que fica ocupado e eu só fico voltado para jogar”, explicou o jogador.

E existe um motivo extra para Ronaldinho nessa competição. Na última edição, realizada em 2001 na Coréia e no Japão, o Brasil foi eliminado e o então técnico Emerson Leão acabou demitido. “Não tenho boas recordações daquela Copa das Confederações. Terminei como artilheiro, com seis gols, mas não ganhamos. Espero que desta vez seja diferente”, afirmou.

Jogadores da seleção passeiam por Paris

A seleção brasileira tirou a folga na tarde de ontem para passear por Paris, onde está concentrada para a disputa da Copa das Confederações, a partir de quinta-feira. A princípio, a parada do ônibus que levava a delegação prevista para acontecer em frente ao Opera Garnier, um dos mais belos monumentos da cidade. Mas, como ocorreu quinta-feira, no primeiro dia na França, o tour cultural foi preterido em favor do comercial. Em vez dos monumentos, galerias e museus, optou-se por andar pelas lojas da Champs Elysees, a famosa avenida de Paris. Então, começou o primeiro contato dos jogadores brasileiros com o dia-a-dia do país onde estão há quatro dias.

O problema foi que uma manifestação programada para criticar o governo estava marcada para passar pelo local. Em razão disso, o policiamento foi reforçado e mobilizado. Quem estava na área interna da avenida era proibido de sair. O mesmo ocorria com os que estavam fora. “Minha esposa e meus filhos estão do outro lado e não querem me deixar passar. Eu tenho o direito de chegar lá”, reclamava um francês.

O ônibus que levava os jogadores e integrantes da comissão técnica teve de seguir por uma rua paralela até chegar ao outro extremo da avenida, onde está localizado o Arco do Triunfo. Lá todos desceram e fizeram o próprio roteiro.

A prioridade foi relaxar. E para isso foram encontradas diversas maneiras. Parreira e Ricardinho, por exemplo, andavam por lojas de roupas. O meia do São Paulo sempre se mostrou preocupado em comprar coisas para a esposa e filha. Do outro lado da avenida, Lúcio, Gilberto e Juan olhavam as vitrines da loja oficial do Paris Saint-Germain, na qual figura com destaque uma foto gigante de Ronaldinho Gaúcho, astro do time local.

Mais tranqüilos e a poucos metros do Arco do Triunfo, mais precisamente no Vesuvio Café, o quarteto Dida, Émerson, Belletti e Luís Fabiano sentava à mesa para bater papo. Os corintianos Gil e Kléber não se desgrudavam na andança. A ordem era para que todos aproveitassem da melhor forma possível, uma vez que essa seria a última folga programada durante o período de disputa da Copa das Confederações.

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