A CAP S/A – empresa que gerencia as obras na Arena da Baixada -anunciou ontem uma nova parcial sobre o andamento da execução da reforma e ampliação do estádio. Foi divulgado que em junho houve um avanço de 3,11% e que o total de empreendimento chegou a 71,43%. Até dezembro – prazo-limite dado pela Fifa – a obra tem mais 28,57% para evoluir, ou seja, terá de avançar 4,76% por mês, a partir de julho.

O anúnico da parcial de ontem não pode ser avalizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) como o organismo fiscalizador anunciou na terça-feira, quando divulgou o primeiro relatório sobre a Arena da Baixada. O tribunal questiona qualquer número apresentado até o momento sem que haja um orçamento uniforme. Na ocasião, os fiscais do TCE-PR informaram que há divergências nos custos da obra, passados pelo BNDES (R$ 195,7 milhões), pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Curitiba (R$ 184,6 milhões) e pela CAP S/A (R$ 219,7 milhões).

Por isso, e por outras fragilidades apontadas nas operações do projeto executivo das obras de remodelação e ampliação da Arena da Baixada, o repasse de novas parcelas do financiamento do BNDES à CAP S/A foi suspenso pelo TCE-PR. Além disso, não se sabe qual o valor real que chegou aos cofres da CAP S/A, já que a Fomento Paraná confirma o repasse da terceira parcela, no valor de R$ 26,2 milhões, e o TCE-PR diz desconhecer a informação.