O trabalho em campo no Fluminense começou no domingo com o primeiro treinamento no CT Pedro Antônio, no Rio de Janeiro, já com vistas ao jogo decisivo contra o Corinthians, nesta quinta-feira, no estádio do Maracanã, pela rodada de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana. Nesta segunda-feira, depois de comandar a sua segunda atividade, o técnico Oswaldo de Oliveira foi apresentado e prometeu muita dedicação ao clube tricolor.

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“Sou o mesmo de sempre. Vou trabalhar como sempre fiz. Quando o time é muito bom, vamos propor o jogo e ser ofensivos. Quando se precisa ter cuidados, é claro, vamos ter de fazer isso. Isso não pode ser definitivo. Você joga cada jogo contra um adversário com as forças que se tem e tentando neutralizar o rival. É claro que existem equipes com supremacia absurda. O futebol brasileiro é equilibrado, tem equipes muito forte. Vamos jogar analisando o adversário e as nossas forças”, afirmou o treinador.

Sucessor de Fernando Diniz, demitido há uma semana, Oswaldo de Oliveira, de 68 anos, inicia a sua terceira passagem pelo Fluminense – a primeira foi de 2001 a 2002 e a segunda em 2006. E admitiu que o trabalho de seu antecessor foi bom, apesar do time estar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

“Reconheço o trabalho do Fernando. Ele já tinha feito isso no Audax. Alguns jogadores que figuram em grandes equipes brasileiras eram desconhecidos até o trabalho dele. Aqui, ele repetiu com o Caio, o Allan, os meninos de Xerém… Isso coincide com as minhas características. Em todos os lugares que passou eu promovo, dou força, tento recuperar jogadores. É importante ter um grupo forte. Um jogador não sobrevive apenas pelo físico, o técnico e o tático. Existe o mental também. Corpo e mente precisam trabalhar juntos”, disse.

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Em sua segunda passagem, uma polêmica com Celso de Barros, então patrocinador do clube e hoje vice-presidente do Fluminense, causou a sua saída. Nesta segunda-feira, Oswaldo de Oliveira minimizou o episódio. “Eu não me lembrava e nem ele. Depois, é claro, as pessoas começaram a falar. Isso acaba voltando. Hoje, 13 anos depois, não faz diferença nenhuma. Estamos aqui alinhados e pensando da mesma forma. Vamos trabalhar juntos para fazer o melhor ao Fluminense”.

Em campo, o técnico explicou que pretende arrumar as coisas de trás para a frente, ou seja, da defesa para o ataque. E espera respostas da dupla Paulo Henrique Ganso e Nenê. “Procurei no jogo passado (contra o Corinthians, em São Paulo) e iniciei ontem (domingo) o trabalho dando mais atenção à defesa, mas menos por esse motivo e mais pelo princípio básico do futebol, de começar a defesa e ir avançando. Por isso eu dei mais atenção ao setor defensivo da nossa equipe”, comentou. “Eles (Ganso e Nenê) que vão me dizer se podem jogar juntos. Qualquer coisa que aconteça será via resposta deles”.

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Oswaldo de Oliveira volta às Laranjeiras junto de outros dois profissionais, os auxiliares Luiz Alberto da Silva e Sidney Morais, além do ex-jogador Marcão como membro da comissão técnica permanente. “Estou no melhor momento da minha carreira. Estou experiente, acompanhando tudo. É o melhor momento da minha carreira”, completou.