A Cimed/Malwee conquistou neste sábado o tricampeonato seguido da Superliga masculina de vôlei. O quarto título em cinco anos e a quinta final consecutiva podem parecer apenas a confirmação de uma hegemonia na competição, mas o triunfo deste ano foi bem mais complicado para a equipe de Florianópolis. Com o nível do torneio elevado, técnico e jogadores destacaram a força do conjunto para o sucesso.

“A Cimed não tem um grande nome que decide uma partida. Temos um grupo, homogêneo, coeso. Mais uma vez, jogamos como equipe, jogamos com o jeito Cimed de ser”, disse o técnico Marcos Pacheco após a vitória na final sobre o Bonsucesso/Montes Claros, conquistada no Ginásio do Ibirapuera. “O segredo desse grupo é a cumplicidade”, completou o comandante da Cimed.

O levantador Bruno, eleito o melhor jogador da decisão, lembrou das dificuldades superadas até o título. “A volta de jogadores importantes que estavam atuando fora do País torna nossa vitória ainda mais especial”, lembrou Bruno, se referindo a atletas como Giba, Gustavo e Lorena, do próprio Montes Claros. “A força do conjunto nos levou ao campeonato”, comentou o levantador.

Sobre Lorena, que terminou como o maior pontuador de uma edição da Superliga, Pacheco reconheceu a preocupação com o oposto do time mineiro. “Montes Claros tem uma equipe muito forte, com um oposto que marca muitos pontos e que desequilibra qualquer partida. Confesso que perdi inúmeras noites de sono pensando em como a Cimed poderia marcar o jogo do Lorena. Estudamos muito o adversário”, contou.

Pelo lado do Montes Claros, ficou o reconhecimento ao triunfo da Cimed. “O time jogou bem, brigou, lutou, mas acabou errando quando não podia. É claro que queríamos o título, mas a Cimed jogou melhor e mereceu a vitória”, disse Lorena. “Estou vivendo um momento especial. Cheguei à final da Superliga e estou na lista inicial do técnico Bernardinho para a seleção brasileira”, comemorou.