A equipe Mercedes teve um duplo sentimento após o GP do México de Fórmula 1: felicidade pelo pentacampeonato de Lewis Hamilton e apreensão pelo “mau resultado” por causa dos desgastes dos pneus. Na busca por um final de temporada “perfeito”, Toto Wolff, chefe da equipe britânica, prevê muito trabalho durante a disputa do GP do Brasil, neste fim de semana, no circuito de Interlagos, em São Paulo.

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“O México foi um fim de semana agridoce. Por um lado, estamos extremamente felizes por Lewis. Ele é o melhor piloto de sua geração e seu quinto campeonato mundial de Fórmula 1 o coloca entre os maiores absolutos que este esporte já viu. Por outro lado, não podemos estar satisfeitos com o desempenho da nossa corrida no México. O treino de classificação parecia promissor, mas, após apenas algumas voltas na corrida, já sabíamos que nos deparávamos com grandes problemas com os pneus”, disse o chefão da Mercedes.

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No circuito Hermanos Rodríguez, na Cidade do México, no dia 28 de outubro, Hamilton terminou em quarto, seguido pelo seu companheiro Valtteri Bottas. Vettel e Raikkonen levaram a Ferrari para o segundo e terceiro posto, enquanto a vitória foi de Max Verstappen, da Red Bull.

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“Começamos a analisar os problemas com os pneus imediatamente após a corrida e fizemos progressos na compreensão dos desafios que enfrentamos e por quê. É importante aplicar todos os nossos conhecimentos para nos certificarmos de que voltamos fortes no Brasil”, afirmou Wolff.

Além do título de Lewis, a Mercedes deseja a conquista do Mundial de Construtores, que vale um prêmio de US$ 100 milhões (R$ 430 milhões) ao campeão. A equipe soma 585 pontos, contra 530 da Ferrari.

“Nosso objetivo para esta temporada era ganhar ambos os campeonatos, não um título ou outro, então nossa mentalidade é de cumprir uma tarefa incompleta em São Paulo. Temos uma grande batalha em nossas mãos pelo título de construtores e perdemos espaço nas últimas provas. Este é o momento para manter nossos pés no chão, focar claramente no objetivo e confiança em nossos processos e pessoas”, disse Wolff.