O Santos entrou nesta quarta-feira com recurso no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) para ter acesso aos contratos que tratam da contratação de Neymar pelo Barcelona, fechada em maio do ano passado. Inicialmente, o clube fracassou ao pedir uma liminar sobre o caso na 3ª Vara Cível de Santos, já que o juiz Gustavo Louzada indeferiu o pedido santista.

A diretoria santista tentou obter de forma amigável os documentos firmados entre N&N Consultoria Esportiva e a Neymar Sports Marketing com o clube espanhol, mas não teve sucesso. Assim, resolveu apelar à Justiça para ter “conhecimento das razões que justificam o recebimento de importâncias por tais empresas sem a participação do Santos e dos demais detentores dos direitos econômicos de Neymar”.

A preocupação santista é com relação aos 40 milhões de euros que foram pagos pelo Barcelona à empresa N&N (de Neymar e Nadine, pais do jogador), após acordo firmado entre as duas partes ainda em 2011, como garantia da preferência do atacante em se transferir para o clube espanhol em 2014, quando acabava seu vínculo com o Santos.

Quando explodiu a polêmica da venda de Neymar, que já derrubou até o presidente do Barcelona, Sandro Rosell, a direção do Barça afirmou que o gasto do clube com a contratação foi de 57,1 milhões de euros (R$ 187,2 milhões), dos quais 40 milhões de euros (R$ 131,2 milhões) foram para a empresa N&N, que pertence ao pai de Neymar, e 17,1 milhões de euros (R$ 56 milhões) para o Santos dividir com a DIS, que era dona de parte dos direitos do jogador.

O Santos e os investidores questionam por que é que, mesmo donos da maior parte dos direitos econômicos do jogador, receberam quantia tão pequena dentro do custo total da contratação. Para isso, pedem acesso aos contratos firmados entre o Barcelona e os representantes de Neymar.