São Paulo – O dia seguinte à tragédia diante do Palmeiras foi de muita conversa, fuga e mistério no Parque São Jorge. O técnico Oswaldo de Oliveira se escondeu, evitou a imprensa. Por volta de 9h30 da manhã chegou à sede do clube calado. Logo em seguida, sorrateiramente, sem ser visto, encaminhou-se para o Parque Ecológico, onde cadeados e seguranças bloqueavam a entrada.

A equipe enfrenta o Fortaleza amanhã pela Copa do Brasil precisando da vitória. O horário do vôo, no entanto, era um segredo guardado a sete chaves – embarcam na manhã de hoje. Teme-se no clube protestos como o que ocorreu em março no aeroporto de Cumbica, no qual integrantes da Gaviões da Fiel jogaram ovos em alguns atletas.

Apenas o zagueiro Anderson e o volante Wendel aceitaram dar entrevistas. Abatidos, humilhados, não souberam explicar a goleada por 4 a 0. Em vez de tentar achar justificativas, alguns atletas, como Rincón e Fábio Costa, fugiram.

Por volta das 17 horas, iniciou-se uma reunião entre o vice-presidente de futebol, Antônio Roque Citadini, o técnico Oswaldo de Oliveira e pelo menos dois jogadores, coincidentemente dois líderes do grupo, Rincón e Fábio Costa. Mais tarde, reuniu-se com Alberto Dualib e outros dirigentes do clube.