As eliminações na Libertadores e no Campeonato Paulista não passaram impunes no São Paulo e, nesta sexta-feira, o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, anunciou o afastamento de sete jogadores. Os principais nomes desta lista são o lateral Cortez, o volante Fabrício, o meia-atacante Cañete e o atacante Wallyson, que receberam algumas oportunidades neste ano. Os outros nomes são dos zagueiros João Filipe e Luiz Eduardo, e do lateral Henrique Miranda.

Com a próxima partida marcada somente para o dia 26, na estreia do Campeonato Brasileiro, contra a Ponte Preta, a comissão técnica decidiu levar os treinamentos para o CT de Cotia. Estes sete nomes, no entanto, não seguirão com o elenco e farão trabalhos em separado no CT da Barra Funda. A novidade fica por conta do retorno do lateral-esquerdo Juan, que estava afastado e voltará a fazer parte do grupo para suprir a ausência de Cortez.

“Vamos segunda-feira para Cotia e ficaremos lá até a estreia no Brasileirão. Não vão para lá João Filipe, Cañete, Wallyson, Fabrício, Cortez, Luiz Eduardo e Henrique Miranda. Ficarão treinando com outros. Eles vão ser emprestados, sobretudo Luiz Eduardo e Miranda, esse é nosso processo de reciclagem, porque acreditamos neles”, disse Juvenal.

Entre os jogadores afastados, os jovens Luiz Eduardo e Henrique Miranda (ambos de 20 anos) ainda contam com a confiança da diretoria e podem voltar ao clube no futuro. João Filipe e Cortez tiveram bons momentos no passado, chegaram a se destacar, mas perderam espaço. Já Fabrício, Wallyson e Cañete sofreram com problemas físicos nos últimos tempos e nunca compensaram o investimento feito neles.

O primeiro semestre do São Paulo foi por água abaixo na última semana, com a eliminação para o Corinthians, nos pênaltis, na semifinal do Campeonato Paulista, e a goleada sofrida diante do Atlético-MG, por 4 a 1, que tirou a equipe nas oitavas de final da Libertadores. Os resultados deflagraram uma crise no clube, da qual Juvenal disse não ter culpa.

“Você sabe, eu acho que não tenho (culpa). Eu procurei fazer o máximo. Nós procuramos dar o melhor, trazer exemplos, dar condições, e não conseguimos. Não transfiro a culpa para os atletas, estou dentro do processo, mas não contribuí para ele. Tanto que estou aqui tentando reverter esse quadro”, comentou.

De acordo com o presidente são-paulino, os jogadores estavam cientes da importância dos títulos da Libertadores e do Campeonato Paulista para o clube, mas o “futebol pregou uma peça”. “Perdemos o primeiro semestre. Tinha feito o discurso para os atletas da importância do Paulistão e da Libertadores, mas o futebol tem disso e nos pregou uma peça.”