Com decepcionantes 12 pontos somados em cinco corridas pela McLaren, o mexicano Sergio Pérez teve um início de trajetória na Fórmula 1 bem diferente do que gostaria pela escuderia, após ter sido contratado junto à Sauber. Porém, o inglês Jenson Button, seu experiente companheiro de equipe, contabilizou apenas 17 pontos até aqui e faz a direção do time inglês analisar com calma o desempenho do piloto de apenas 23 anos de idade.

Nesta terça-feira, o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, afirmou que Pérez está em evolução e segue apostando no sucesso do mexicano, atrapalhado também pelo desempenho ruim do modelo MP4-28 nestas primeiras provas do ano. “Checo (apelido de Pérez) está mostrando a inteligência que nós vimos nele antes (de contratá-lo)”, afirmou o dirigente.

Whitmarsh ainda lembrou que é preciso esperar um certo tempo para cobrar bons resultados de Pérez, que pela primeira vez corre por uma equipe da elite da F1. “Ele tem um ritmo natural, está crescendo em confiança e ainda está aprendendo. Ele está mais de uma década atrás de Jenson em termos de experiência e você não pode adquirir este conhecimento de uma dia para noite, mas acho que ele está trabalhando em uma direção correta e é um bom piloto de equipe”, completou.

O chefe da McLaren ainda reconheceu que a equipe precisa trabalhar para dar aos seus pilotos um carro mais competitivo nesta temporada, cuja próxima corrida será o GP de Mônaco, no próximo domingo, no circuito de Montecarlo.

“Estamos muitos felizes com nossos pilotos. Se dermos a eles um carro melhor – assim como pretendemos, tenho certeza de que nós teremos alguns resultados melhores”, enfatizou Whitmarsh, lembrando também que ao fazer dupla com Button, campeão mundial de 2009, Pérez foi colocado sob um “enorme acúmulo de pressão”, ainda mais por fazer parte de uma equipe de ponta como a McLaren.