O norte-americano Oscar de la Hoya, um dos maiores nomes do boxe internacional nos últimos anos, anunciou nesta terça-feira sua aposentadoria do esporte. Em entrevista coletiva, o astro afirmou, aos 36 anos, que sua carreira como lutador chegou ao fim.

“Essa foi uma decisão que eu tenho adiado por um tempo, sempre pensando que poderia lutar mais uma vez”, disse De la Hoya, que conquistou dez títulos em seis categorias diferentes e encerrou sua trajetória no boxe com 45 lutas, sendo 39 vitórias (30 por nocaute) e seis derrotas.

“Pensar que eu nunca vou lutar novamente é duro, mas agora estou olhando para o futuro do boxe. Não posso mais competir em alto nível, então tive de concluir que acabou”, afirmou o pugilista, que também é dono de uma promotora de lutas e procura jovens talentos do esporte.

Nascido em Los Angeles, filho de uma família de boxeadores, De la Hoya teve carreira excelente no boxe amador, coroada com a medalha de ouro na Olimpíada de Barcelona, em 1992.

Com o apelido Golden Boy, ele iniciou sua campanha profissional com uma série de bons resultados e ficou invicto entre 1992 e 1999, quando perdeu para o porto-riquenho Felix Trinidad, por pontos. A esperada revanche entre os dois nunca aconteceu.

A última luta de De La Hoya foi no dia 6 de dezembro do ano passado, contra o filipino Manny Pacquiao. O Golden Boy perdeu por nocaute, no oitavo assalto.

Depois daquele combate, ao ser questionado sobre a possibilidade de parar, o norte-americano deu a entender que o fim estava próximo. “Meu coração ainda quer lutar, mas o que fazer se o corpo não responde? Tenho que ter inteligência para pensar no meu futuro”, disse na época.