O ano novo traz esperanças, renova propósitos e incentiva os sonhos. Para o Coritiba, o início de 2004 remete a tudo isso, mas já com a certeza de ser uma das temporadas mais importantes da história do clube, que completa em outubro 95 anos. Depois de 18 anos, o clube volta a disputar um torneio internacional, e a marca da Copa Libertadores representa a virada que o Coxa pretende completar neste ano.
É o ano decisivo na recuperação financeira do Coritiba. Após o primeiro mandato de contenção de gastos e do conhecimento do buraco das contas do passado, o presidente Giovani Gionédis toma posse do segundo mandato na segunda-feira já com a consciência do que pode – e do que não pode – fazer. Ainda haverá cautela, mas nesta temporada o Cori se programou para investir, até porque sabe que é o ano em que se poderá gerar receita.
Isso por causa da classificação para a Libertadores – a estréia é no dia 6 de fevereiro, contra o Sporting Cristal, em Lima. Com os quase 400 mil dólares que receberá pelos jogos em casa (a cota da televisão) na primeira fase, o Coxa parte para a formação de um elenco mais forte (ver matéria). Além disso, há a expectativa da boa presença de público, aumentando as rendas nos jogos que acontecerão no Alto da Glória. Passando da primeira fase, o dinheiro é maior.
Ainda como receita, espera-se a decisão da TV Globo, que ainda não definiu quanto dará aos clubes pela transmissão do campeonato brasileiro. Como não haverá redução de valores (o Clube dos 13 quer aumento, mas será difícil), no mínimo o Coritiba terá mais sete milhões de reais para trabalhar – o valor é dividido em parcelas mensais. Além disso, a renda arrecadada com as vendas de pacotes em pay-per-view será dos clubes, criando um pagamento adicional.
Há, portanto (apesar do deficitário campeonato paranaense), um lastro maior para investimentos. Mas Gionédis não pretende fazer loucuras. “O Coritiba ainda está na UTI, e está ainda com problemas financeiros sérios”, comentou, quando reeleito presidente.
Só que a ?mosca azul? mordeu os dirigentes do Cori. A prévia da Libertadores, que foi o sorteio das chaves, já animou Gionédis e o vice-presidente Domingos Moro. “Foi uma festa belíssima, e eu não posso negar que gostei de estar lá. Por isso, eu e o Giovani fizemos um pacto. No final do ano, nós vamos estar em Assunção de novo, para mais uma Libertadores”, garantiu Moro.
Hoje diretoria deve anunciar os primeiros reforços
É hoje o dia… A música de carnaval é para entrar no clima, até porque a promessa é de uma sexta-feira quente no Alto da Glória. A expectativa é de anúncio de reforços, possivelmente um lateral, um meio-campista e um atacante. Os últimos nomes citados, os de Marabá e Luiz Mário, foram confirmados pela diretoria, e assumem contornos de jogadores praticamente contratados.
Um possível empecilho para a contratação de Marabá é sua situação jurídica. O volante está em litígio com o clube goiano, e ainda espera uma decisão da Justiça para se considerar livre para jogar futebol.
Já Luiz Mário seria o jogador ideal para os planos da diretoria e do técnico Antônio Lopes. O atacante tem velocidade e joga pelos dois lados do campo, tornando-se o companheiro que Marcel tanto espera. O jogador pertence ao Corinthians, mas foi emprestado para o futebol coreano após o término de sua passagem pelo Olímpico.
O lateral seria da direita, e Paulo Baier passa a ser o nome mais forte. O jogador decidiu não querer mais jogar no Criciúma, e como sua pedida se encaixa com a filosofia de salários do Coxa, a contratação passa a ser mais plausível.


