A atleta Angélica Kvieczynski e a técnica Anita Klemann foram homenageadas nesta sexta-feira, 21, em sua chegada a Toledo, depois das disputas nos Jogos Pan-Americanos de Guadajara, no México. Angélica conquistou quatro medalhas incluindo uma de prata no aparelho maças e três de bronze no individual geral e nos aparelhos arco e bola, num dos melhores resultados de uma atleta brasileira no individual.

Nenhuma atleta da América do Sul conquistou quatro medalhas numa competição como esta. A atleta e a técnica, que pertencem a Sadia/Prefeitura de Toledo/Sesi e que representaram a seleção brasileira adulto individual nos Jogos Pan-Americanos, foram recebidas no auditório da prefeitura de Toledo.

Autoridades, entre elas o prefeito em exercício, Lúcio de Marchi, vereadores, deputado Duílio Genari, parceiros, atletas e profissionais que atuam no projeto, amigos e familiares acompanharam a recepção à ginasta e à técnica, que depois da cerimônia participaram de uma carreata, em carro aberto do Corpo de Bombeiros, em direção ao Centro de Treinamento. No caminho, populares acenavam para as duas reconhecendo as conquistas.

Em frente à Sadia, funcionários da empresa aplaudiram a ginasta, que seguiu até o Centro de Treinamento, onde recebeu o carinho e o abraço das demais colegas. Bastante emocionada, Angélica agradeceu a técnica Anita, que considerou “uma pessoa excepcional, uma segunda mãe e alguém que não desistiu dela ao longo desta jornada”, que culminou com a conquista das quatro medalhas no Pan.

Para Angélica, Anita é uma guerreira e a conhecida rigidez nos treinamentos é importante para a atleta ter os resultados esperados. “Se ela não fosse assim, certamente não teríamos resultados como estes”, reconheceu.

As duas lembraram e se emocionaram com o momento mais difícil que a ginasta passou ao longo de sua carreira. Foi um ano difícil em que ela passou por uma cirurgia no joelho e uma trombose, que pôs a sua vida em risco. Durante três dias, a atleta praticamente não pode se mexer.

Depois de quatro meses parada, a ginasta foi voltando aos treinamentos aos poucos, pensou em desistir por muitas vezes, e atingiu o seu ápice no Pan, com a conquista das quatro medalhas. Agora, diz a atleta, a meta é superar estes resultados, trazendo para o Brasil medalhas douradas no Pan de 2015, em Toronto, no Canadá, e garantir a classificação para as Olimpíadas de 2016, no Brasil.

Para ela, todas as medalhas foram resultado de muita luta, mas a conquista da primeira de bronze no individual geral foi a que mais a surpreendeu. O título é resultado da soma de todos os aparelhos e permite avaliar a ginasta mais completa da competição. Vendo outras meninas que fazem parte da Sadia/Prefeitura de Toledo/Sesi, clube que sempre treinou, em Toledo, a ginasta acredita que muitas Angélicas ainda melhores que ela estão por vir. “A cada geração elas estão melhores, a GR no Brasil está crescendo muito. Estamos apreendendo bastante com os países do Leste Europeu, que são a base da ginástica rítmica. Cada vez estamos mais perto deles e o trabalho em Toledo está cada vez melhor”, afirmou. Nisso, Anita está plenamente de acordo. “Quando vejo estas meninas e tudo que a Angélica superou, digo que Toledo terá ainda muita coisa boa pela frente.

Isso somente foi possível por que Toledo acreditou no sonho que foi implantado em Toledo”, frisou ela, agradecendo o apoio da imprensa e parceiros. “Se não fosse a imprensa, a prefeitura, a Sadia, o Sesi, os parceiros, nada disso existiria, porque não adianta treinar só para treinar. É preciso ter o apoio e isso deveria se estender também para outras modalidades esportivas que Toledo oferece”.

Ainda assimilando a dimensão das conquistas, Anita recomendou aos atletas muita disciplina de treinos, horário, dedicação, persistência e superação. Sem isso não temos um bom atleta, a exemplo do que fez Angélica e que resultou nas medalhas o,btidas no Pan.