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Ameaçada após tragédia, controladora de voo se defende: ‘Fiz o que era possível’

Controladora de voo que manteve contato com o piloto do avião da Chapecoense, Yaneth Molina ganhou fama nos últimos dias por causa do noticiário sobre o acidente ocorrido na Colômbia. Nesta quinta-feira, ela afirmou estar sofrendo muito com a tragédia e, em carta aberta divulgada pela TV Caracol, revelou ameaças que recebeu após o ocorrido e se defendeu.

Molina ganhou as notícias por ter sido a responsável por conversar com o piloto Miguel Quiroga, da LaMia, minutos antes da queda do avião que vitimou 71 pessoas, incluindo 19 jogadores da Chapecoense, que estava a caminho de Medellín para enfrentar o Atlético Nacional no primeiro jogo da final da Copa sul-americana.

“Por minha família e por esse trabalho que valorizo e respeito, posso afirmar com absoluta certeza que de minha parte, fiz o que era humanamente possível e o tecnicamente obrigatório para preservar a vida dos usuários de transporte aéreo. Lamentavelmente, meus esforços foram insuficientes por razões que todos vocês conhecem”, afirmou a controladora de voo.

Responsável por ordenar que o voo da LaMia esperasse antes de aterrissar, pois outro voo, da empresa VivaColômbia, estava com vazamento de combustível e precisava retornar ao aeroporto de Medellín com emergência, Molina lamentou a repercussão dos áudios divulgados e considera que os fatos foram distorcidos.

“Meus colegas jornalistas conseguiram que pessoas ignorantes e alheias a este ofício, sobretudo os que ignoram os procedimentos, ameacem a minha integridade física e minha tranquilidade pessoal. Estou analisando soluções a respeito de quais espero discutir com a direção da entidade”, declarou.

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