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A McLaren tem sido uma mãe para Fernando Alonso e para a Renault. Ontem, pela terceira vez no ano, Kimi Raikkonen quebrou quando liderava uma corrida, deixando a vitória de presente para o espanhol. Com isso, viu sua perseguição ao rival naufragar de vez. O déficit de pontos agora é de 36, faltando sete provas para mundial.

Fernando ganhou o GP da Alemanha, em Hockenheim, e já começa a fazer contas. Não precisa, a rigor, de nenhum pódio até o fim do ano para ser campeão. Se chegar em quarto em todas as corridas, termina a temporada com 122 pontos. Mesmo se Kimi vencer todas elas, pode alcançar, no máximo, 121. Matematicamente, a disputa pode terminar já na Turquia, daqui a dois GPs. Basta que Alonso saia de Istambul com 50 pontos de vantagem.

Raikkonen já havia abandonado em Ímola e Nüburgring em situação semelhante. Ontem, teve uma pane hidráulica que o deixou estatelado na pista na 36.ª volta, quando tinha mais de 11s de folga para Alonso.

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Numa conta simples, se em todas essas provas Raikkonen convertesse em vitórias sua superioridade técnica, poderia ter hoje 36 pontos mais do que tem; Alonso, dez menos. O placar apontaria 87 x 77 para o finlandês.

Mas "se" não existe no esporte. "Para ser campeão, é preciso terminar as provas. Não basta ter o carro mais rápido", alfinetou Flavio Briatore, diretor da Renault. Com o quê fez coro o espevitado Alonso, não sem uma ponta de arrogância: "Não se ganha prêmio algum sendo o mais veloz em metade de uma corrida".

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Foi a sexta vitória do espanhol no ano, sétima na carreira. Juan Pablo Montoya terminou em segundo e Jenson Button fechou o pódio. O colombiano, que largou em último, provou que a McLaren era a mais forte do fim de semana. "Se eu não tivesse errado na classificação, venceria", disse.

Alonso considerou a vitória uma "boa surpresa", mas não uma das mais emocionantes de sua vida. "A gente sabe que precisa de um pouco mais de performance, mas nosso carro é muito confiável. Foi fácil controlar a corrida depois que o Kimi quebrou."

Raikkonen, de alcunha "Ice Man" ("homem de gelo"), que já é de poucas palavras, pouco disse após a prova. "Vou falar o quê? Acho que já gastei minha dose de azar neste ano", resmungou.

Adeus do Alemão

Ao final do GP da Alemanha, Michael Schumacher fez duas despedidas. Uma delas clara e cristalina, com palavras: abdicou da luta pelo oitavo título mundial, cujas chances ainda alimentava na base do "a esperança é a última que morre". "Não acho que possa me incluir mais nessa batalha", falou o alemão, agora 40 pontos atrás de Alonso na classificação.

O outro adeus foi mais emblemático e gestual. Ao encostar seu carro no Parque Fechado, depois de terminar em quinto, Michael pulou a mureta, foi até o meio da pista e, voltado para as arquibancadas, acenou para o público numa franca imagem de despedida.