Falta bem pouco para Fernando Alonso tornar-se o mais jovem campeão mundial da história da Fórmula 1. A segunda colocação no GP da Itália elevou para 27 sua vantagem sobre Kimi Raikkonen, que terminou a corrida em quarto. Domingo, em Spa, o espanhol levanta a taça se conseguir marcar quatro pontos mais do que o finlandês. Uma vitória, por exemplo, e um terceiro de Kimi. O piloto da McLaren, por sua vez, precisa vencer ou chegar em segundo para manter as esperanças de título, independentemente da posição do rival da Renault.

O Mundial entrou na fase da matemática, contagem regressiva para consagrar o asturiano que vem aproveitando de forma soberba os azares e as trapalhadas da McLaren. A equipe inglesa, que já há algum tempo tem o melhor carro da F-1, venceu em Monza com Juan Pablo Montoya.

Raikkonen poderia até vencer a prova. Logo depois de seu único pit stop previsto, na 25.ª volta, a borracha do pneu traseiro esquerdo começou a se soltar. Ainda assim, num ritmo muito forte, terminou em quarto. ?Meu resultado não refletiu a performance do meu carro. Mas não posso fazer nada, enquanto tiver alguma chance, vou continuar a lutar?, falou o finlandês antes de se mandar do autódromo, apressado. Alonso, virtual campeão, não tinha queixas. ?Já faz algum tempo que meu único objetivo é chegar na frente do Kimi, e consegui de novo. Mas ainda não penso no título. Se eu abandonar as próximas duas corridas e ele vencer, a diferença cai para sete pontos. Está tudo aberto.?

O espanhol pode ser campeão domingo que vem até se chegar em quinto, desde que Raikkonen não pontue. É uma situação confortável. No dia 11 de setembro, ele terá 24 anos, um mês e 13 dias de vida. Mesmo que o título venha depois, vai derrubar Emerson Fittipaldi, mais jovem campeão da história, que ganhou o título em 1972 com 25 anos e 9 meses de idade.