Alexandre Barros começou ontem, em Barcelona, a última semana de testes oficiais na Europa, com a Yamaha M1, antes da abertura do Mundial de MotoGP – em 6 de abril, em Suzuka, no Japão. Até agora, desde que começaram os treinos de inverno, o piloto brasileiro quebrou recordes de três circuitos -Valencia, Barcelona e Estoril – e foi o mais rápido em Jerez de La Frontera.

Depois de oito anos competindo pela Honda, sendo quatro com a equipe West Honda Pons, Alex Barros transferiu-se para a Gauloises Yamaha Tech 3 nesta temporada. E, desde o primeiro teste com a Yamaha M1, ele tem obtido marcas superiores às que tinha com a Honda 500. “Nosso entrosamento está muito bom. Estamos corrigindo os últimos detalhes da M1 e começaremos o campeonato em boa situação. Falta só o acerto da geometria da moto. Ela vai ficar do jeito que eu gosto, própria para meu estilo”, revelou o brasileiro, antes de embarcar para a Espanha.

Para esta temporada, quando todas as equipes competirão com máquinas de quatro tempos, Alex Barros prevê quebra de recordes em quase todas as pistas. Uma semana antes da abertura do Mundial (que terá dezesseis provas), todos terão dois dias de testes em Suzuka. O GP do Brasil está previsto para 20 de setembro, em Jacarepaguá. Mas está ameaçado pelas obras que a prefeitura do Rio fará no circuito, adequando-o à disputa dos Jogos Pan-Americanos/2007. “Esse é um evento que o Brasil não pode perder. Do contrário, será muito difícil voltar a ter uma data no calendário”, alertou o piloto.

Alex Barros, de 32 anos, é um dos pilotos mais velhos da categoria. Compete desde 1990 e soma seis vitórias. “Apesar disso, estou me sentindo um novato. Não vejo a hora de começar o campeonato. A diferença entre correr por uma equipe particular e uma de fábrica como a Yamaha é grande. E esta é minha primeira oportunidade”. Curiosamente, até agora, a Yamaha do Brasil ainda não procurou o piloto para promover a marca no País. “Imagino que este seria o momento certo para isso”, acredita.

Rivais

No ranking de seus adversários mais difíceis para esta temporada, Alex Barros abre a lista, naturalmente, com o italiano Valentino Rossi, com a potente Honda RC 211V, de cinco cilindros, da equipe oficial Repsol. Depois, por ordem, cita outro italiano, Max Biaggi, que ficou com sua vaga na equipe Honda Pons, o japonês Daijiro Kato, também da Honda, o italiano Loris Capirossi (seu ex-companheiro na Honda Pons), que correrá com uma Ducati Desmosedici, e o norte-americano Colin Edwards, com uma Aprilia RS3 Cube, que foi muito bem nos testes de inverno.

“Este vai ser um Mundial imprevisível. As equipes se reforçaram muito e as motos apresentarão novidades. Mesmo as marcas de menor tradição devem ser vistas com cautela porque poderão surpreender ao longo do ano”, explica Barros

Outras marcas que estarão envolvidas no MotoGP são a Suzuki, com destaque para o norte-americano Kenny Roberts, e a Kawasaki, que, dentre outros, terá o piloto australiano Garry McCoy. A equipe oficial da Yamaha, além do brasileiro, terá o francês Olivier Jacque (também pela Gauloises) e a dupla da equipe Fortuna: o espanhol Carlos Checa e o italiano Marco Melandri. Alex Barros e Checa são os primeiros pilotos das respectivas equipes e com direito a atendimento preferencial dos técnicos e engenheiros japoneses.