Demitido da vice-presidência de futebol do Fluminense no sábado, Alcides Antunes disse nesta terça que teme pelo futuro da parceria entre o clube e a Unimed, patrocinadora master, com contrato em vigência até o final deste ano. O ex-dirigente esteve pela manhã na Praia do Leme, zona sul do Rio, para se despedir dos atletas. O grupo interrompeu o treinamento, aplaudiu Alcides e lamentou a sua saída, assim como a do técnico Muricy Ramalho, que deixou o clube ao saber que o vice de futebol seria afastado.

“Agora como torcedor, temo por uma ruptura entre as duas partes, o que seria uma desgraça para o Fluminense”, declarou Antunes, pouco mais tarde, durante entrevista coletiva.

Responsável pela Unimed no Rio, Celso Barros ficou irritado com o atual presidente do clube, Peter Siemsen, por causa de mudanças na estrutura do futebol do clube – demissão de médicos, jornalistas e do próprio Antunes. A Agência Estado tentou em vão contato com Barros.

Alcides Antunes contou que foi demitido na quinta-feira. “Recebi um telefonema do Celso Barros, que me comunicou a decisão do Peter Siemsen.” O ex-vice-presidente ainda explicou a situação do então treinador: “O Muricy era blindado no clube e gostava de trabalhar assim. Mas viu que as coisas começaram a mudar sem que fosse consultado.”

De acordo com o ex-dirigente, Muricy também se sentiu enfraquecido no clube quando Siemsen demitiu o chefe de imprensa do Fluminense, Alexandre Bittencourt, e outros integrante da equipe de comunicação. “Era o assessor direto dele, o Alexandre sabia de todas as demandas do Muricy.”