O técnico Adilson Batista continua apostando em jogadores formados na base do Atlético. Diante do Paranavaí, sábado, na vitória por 2 x 1, novamente os pratas da casa voltaram a figurar entre no jogo, em um número que nenhum outro treinador ainda tinha utilizado este ano.

Dos 14 jogadores que participaram da partida, sete foram formados pelo Furacão: o goleiro Renan Rocha, o zagueiro Manoel, o lateral Héracles, o lateral e zagueiro Bruno Costa, o volante Fransérgio e meio-campo Gabriel Pimba.

Adilson Batista procurou poupar de críticas as atuações de Bruno Costa e Gabriel Pimba, que tiveram participações não tão boas como dos demais colegas. “O Pimba entrou bem em Salvador, mas em função da marcação tentou, chutou, caiu pelos cantos e teve algumas dificuldades. Mas ele é jovem, tem que ter calma. Não vamos julgar em três jogos”, avaliou o técnico.

A entrada desses jogadores deve continuar nas próximas rodadas. Adilson quer mais cuidado com os pratas da casa e já vê uma evolução no trabalho. Mesmo no caso de Bruno Costa, que marcou um gol contra e que depois conseguiu se recuperar na partida, ganhando o reconhecimento do torcedor.

“Precisamos recuperar [esses jogadores]. São patrimônio do clube. Precisa ter um pouquinho de cuidado. Quem for jogador do Atlético tem que valorizar. Claro que, se entender que não tenha condições vai ganhar experiência em outra agremiação. Mas é preciso recuperar, passar tranquilidade”, disse Adilson.

Dentre os jogadores da base que não vinham sendo utilizados antes da sua chegada, como Héracles, Bruno Costa, Gabriel Pimba e Fransérgio, o volante foi um dos que mais agradou ao treinador.

“O Fransérgio jogou bem. Na hora em que estávamos perdendo ele teve iniciativa, personalidade, exerceu marcação boa, tentou virar. É que já vem com um histórico de cobrança, o torcedor não aceita e alguns de vocês [jornalistas] não gostam. Mas é preferível dar mais uma oportunidade e trabalhar”, explicou o treinador.

Mas não foram apenas os jogadores formados na base que ganharam elogios de Adilson. O treinador também aprovou a entrada de Branquinho, que não jogava desde o dia 23 de fevereiro – na partida contra o Rio Branco (Acre) pela Copa do Brasil.

Segundo o próprio treinador, o jogador deve brigar pela vaga de Madson e até mesmo de Paulo Baier. “Ele precisa manter a regularidade, melhorar o aspecto físico. Mas entrou muito bem, chamando [o jogo]. No sistema que trabalho, com a linha de 4,3,1 e os 2 [na frente] ele vai brigar com o Paulo, o Madson. É um jogador em quem eu confio”, afirmou Adilson Batista.