Caio sabe que precisa melhorar nas
finalizações e Pierre pode ganhar uma vaga.

Pouco papo e muita ação. Esta tem sido a marca do técnico Adílson Batista em seus primeiros dias à frente do Paraná Clube. O treinador admite que não gosta de muita “resenha” com os jogadores antes dos treinamentos. As orientações são passadas ao longo dos trabalhos, onde as paralisações são constantes, na busca pela diminuição significativa dos erros e de uma equipe coesa e ousada. A vitória sobre o Flamengo – domingo, às 16 horas, no Pinheirão – é o único resultado que mantém o time nas primeiras colocações do Brasileirão-2003.

Oitavo colocado e com 15 pontos, o Paraná tem um aproveitamento de 50%. Como a competição ainda está muito equilibrada, oito clubes estão logo atrás e um deslize pode custar várias posições. O empate com o São Caetano custou o rendimento máximo em casa (que agora é de 86,67%), mas a invencibilidade foi mantida. Novamente diante de um concorrente direto – o Flamengo tem apenas um ponto a menos – o empate já não seria um bom resultado. “Vamos em busca da vitória, pois em casa não dá para vacilar outra vez. Já perdemos muitas chances na última partida”, disse o meia Marquinhos.

Pela primeira vez ele enfrenta o ex-clube (no último campeonato nacional, Marquinhos jogou pelo Flamengo), o jogador garante que não há nenhum sentimento de revanche. “Fiz bons amigos lá no Rio. Não fui titular, mas em momento algum tive problemas no elenco”, fez questão de destacar. Marquinhos tem a missão de dar ritmo ao time, ao lado de Caio, na articulação do meio-de-campo. A dupla tem conseguido boas tabelas, mas poucos gols. Principalmente Caio, que não “balança as redes” há quatro jogos. “As jogadas estão acontecendo, mas reconheço que não finalizei bem. É caprichar nos treinos e não vacilar nos jogos”, disse.

Caio é o jogador com o melhor índice de dribles certos neste Brasileirão, após dez rodadas. Formado no futsal, o meia-atacante tem toques rápidos e envolventes, o que facilita diante de zagueiros “pesados”. Porém, esta jogada já está sendo marcada com mais rigor. “Diante do São Caetano, apanhei bastante e os meus marcadores nem cartão levaram. Fazer o quê”, lamentou. Caio, mesmo sendo um jogador bastante incisivo, fez somente dois gols até aqui.

O meia Fernandinho foi a “baixa” nos treinamentos de ontem. Fortemente gripado e febril, ele foi medicado e liberado para descansar em casa. Adílson Batista, então, testou duas opções de ataque, com Dennys e Flávio Guilherme. Com o primeiro, procurou dar velocidade ao lado esquerdo, aproveitando as jogadas individuais do garoto em troca de bolas com Fabinho. Já com Flávio, o time muda sua característica, utilizando um atacante de maior porte físico para ser referência na área. Neste caso, Renaldo ganha liberdade para flutuar pelos lados do campo.

No meio-de-campo, Adílson observou ontem o rendimento de Pierre como o substituto de Émerson, suspenso. Goiano fora utilizado no dia anterior. “Vamos seguir com os trabalhos. Tenho até sábado para escolher as melhores alternativas para este jogo”, disse Adílson, que aproveitou o jogo de ontem à noite, pela Copa do Brasil, para fazer novas observações a respeito do seu primeiro adversário como técnico do Paraná Clube.