Jabá teria furado o sinal, sendo
atingido pela picape. O choque destruiu
a lateral do carro e feriu o atacante.

Todos os possíveis problemas do Coritiba foram colocados de lado depois do choque do carro do atacante Jabá contra uma picape, na madrugada de ontem. O atacante, que vive talvez a melhor fase da carreira, sendo reconhecido nacionalmente, conheceu a dificuldade de ser uma pessoa pública. Poucas horas depois do acidente, ele já era assunto nas rádios e nas televisões. E uma das dúvidas de Bonamigo para a partida de amanhã contra o Grêmio.

E o jogador refutou todas as notícias veiculadas durante o dia pela imprensa. “Falaram que eu furei o sinal, e que eu teria batido às quatro da manhã. Isso é tudo mentira”, garantiu o atacante, considerado o ‘xodó’ da torcida coxa, principalmente depois da polêmica “pedalada” no jogo contra o Santos, que lhe custou um cartão amarelo e lhe deu notoriedade em todo o país.

Mas testemunhas afirmam o contrário, e dão razão à imprensa. Jabá teria batido na esquina da Avenida Visconde de Guarapuava com a rua 24 de Maio – onde realmente existe um sinaleiro. O atacante teria furado o sinal, sendo atingido pela picape. O choque destruiu a lateral do carro e feriu o atacante – que está com o rosto machucado e levou nove pontos nas costas e no braço. Ele será avaliado no treino de hoje à tarde, apesar dos médicos se preocuparem com a sua recuperação. “Ele precisa de tempo, porque o corpo está todo dolorido”, explicou o médico William Yousef. Jabá, no entanto, garante que joga. “Quero estar em campo contra o Grêmio”, disse.

Do lado coxa, os jogadores e o técnico Paulo Bonamigo preferiram não entrar no mérito da questão. “Esse é um momento difícil, e no qual nos cabe apenas dar apoio a ele. Todos aqui somos solidários ao Jabá”, afirmou Bonamigo. “Ele é jovem, e precisa da nossa força”, concordou Sérgio Manoel. Jabá não deverá ser punido pelo Coritiba. “Acho que a maior lição ele já aprendeu. E o que aconteceu com ele serve de alerta para todo mundo”, disse um diretor coxa. E, para Jabá, um alerta do que virá pela frente: as agruras da notoriedade. “Tudo o que acontece com o Jabá vira assunto”, reclamou, falando na terceira pessoa. (CT)

Fim de semana não foi dos melhores para o Coritiba

Cristian Toledo

Definitivamente, não foi o fim de semana de aniversário que o Coritiba queria. Apesar das bonitas festas realizadas, parece que o ?inferno astral? chegou depois do esperado. A derrota para o Guarani (a terceira seguida), os indícios de contestação do técnico Paulo Bonamigo e o acidente envolvendo o atacante Jabá transformaram a segunda-feira alviverde.

Os três resultados negativos indicam uma crise no Alto da Glória, mas o técnico Bonamigo afasta a possibilidade de queda de rendimento. “Não vejo isso, porque o time rendeu bem contra o São Paulo e começou bem contra o Guarani”, afirmou o treinador, que prefere assumir a culpa pela derrota do domingo. “Tentei mudar o esquema de jogo e não deu certo. A responsabilidade é minha”, garantiu.

Mas o próprio Bonamigo se confessa surpreso com as falhas técnicas do Coritiba – erros de passe, de cruzamentos e de finalizações. “Nós tivemos três chances de resolver o jogo e chutamos fraco”, reconheceu o técnico alviverde.

Apesar de assumir os erros, Bonamigo teve que resolver um problema. O meia Sérgio Manoel não gostou de ter sido substituído e, no domingo, disse que iria pedir explicações ao treinador. Após a conversa que teve com todo o elenco, o treinador já demonstrava tranqüilidade, enquanto o jogador preferia acabar com o caso. “Conversamos. Está tudo resolvido, tudo bem”, disse Sérgio.

Mas todos os possíveis problemas foram colocados de lado depois do choque do carro do atacante Jabá contra uma picape, na madrugada de ontem. O jogador refutou todas as notícias veiculadas durante o dia pela imprensa. “Falaram que eu furei o sinal, e que eu teria batido às quatro da manhã. Isso é tudo mentira”, garantiu o atacante, considerado o ?xodó? da torcida coxa.

Mas testemunhas afirmam o contrário, e dão razão à imprensa. Jabá teria batido na esquina da Avenida Visconde de Guarapuava com a Rua 24 de Maio – onde realmente existe um sinaleiro. O atacante teria furado o sinal, sendo atingido pela picape. O choque destruiu a lateral do carro de Jabá, e feriu o atacante – que está com o rosto machucado e levou nove pontos nas costas e no braço.

Do lado coxa, os jogadores e o técnico Paulo Bonamigo preferiram não entrar no mérito da questão. “Esse é um momento difícil, e no qual nos cabe apenas dar apoio a ele. Todos aqui somos solidários ao Jabá”, afirmou Bonamigo. “Ele é jovem, e precisa da nossa força”, concordou Sérgio Manoel. Jabá não deverá ser punido pelo Coritiba. “Acho que a maior lição ele já aprendeu. E o que aconteceu com ele serve de alerta para todo mundo”, disse um diretor coxa.

Situação aperta

Agora as contas são mais restritas. Vindo de três derrotas seguidas, o Coritiba ?queimou? todos os pontos que poderia queimar, e parte agora para uma semana decisiva. Os jogos de amanhã (20h30, no Alto da Glória) contra o Grêmio e de domingo frente ao Juventude são fundamentais para manter as possibilidades de classificação para a segunda fase do campeonato brasileiro.

Quando venceu a Portuguesa e assumiu a liderança da competição, o Cori conseguia um rendimento excepcional: 67%, com 26 pontos em 13 jogos. Agora, depois de perder para São Caetano, São Paulo e Guarani, o aproveitamento caiu para 54% – mantendo a mesma pontuação só que com dezesseis partidas. Ainda está acima da média, mas a ameaça dos adversários agora não é pela liderança, mas sim por uma das últimas vagas.