São Paulo (AE) – Críticos norte-americanos de tênis não se conformaram quando Guga assumiu a liderança do ranking mundial em 2000. Segundo eles, os Estados Unidos com todo o dinheiro e estrutura destinados ao esporte da bolinha não poderiam ser superados por um país de ?apenas um jogador?. Passados seis anos, estes críticos devem estar ainda mais preocupados e indignados. Pois a hegemonia norte-americano não está diminuindo apenas no tênis, mas também no basquete, atletismo, boxe, vôlei…

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No tênis masculino atual, apenas três norte-americanos surgem entre os 50 melhores. Andy Roddick é o sexto, James Blake o sétimo, enquanto Robby Ginepri é o 39.º do mundo. Entre as mulheres, a situação é ainda pior. Somente Lindsay Davenport aparece entre as 30 primeiras colocadas, com um modesto 11.º lugar.

As duas medalhas de bronze ganhas nos mundiais de basquete masculino e feminino são certamente algumas das maiores decepções da temporada para os norte-americanos, donos da cobiçada NBA, a melhor liga do mundo.

No Japão, em agosto, LeBron James, Carmelo Anthony e Dwayne Wade ficaram atrás de Espanha e Grécia. Após a Federação Internacional de Basquete (Fiba) aceitar os profissionais, em 1992, os EUA venceram apenas o mundial do Canadá, em 1994. No feminino, as americanas perderam, em São Paulo, uma hegemonia absoluta de sete títulos em 15 edições do mundial, ao serem surpreendidas pelas russas na semifinal. Saíram com o consolo da medalha de bronze, ao baterem o Brasil.

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No boxe, a crise maior está na categoria dos pesos pesados, a menina dos olhos do pugilismo. Pela primeira vez em 115 anos de boxe profissional, a principal categoria não pertence aos Estados Unidos. Após a era Mike Tyson/Evander Holyfield – que insistem em permanecer na ativa em troca de alguns dólares -, o boxe norte-americano assiste ao domínio russo.

No atletismo, abalado por escândalos de doping, os norte-americanos viram Justin Gatlin perder o recorde mundial dos 100 metros para o jamaicano Asafa Powell.

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O vôlei dos EUA mostrou nos anos 80, com o time masculino de Doug Beal, campeão olímpico em Los Angeles (1984) e Seul (1988). Mas não apresentou até hoje outro grupo como o de Karch Kiraly, que também conquistou o mundial de Paris, em 1984.

Em Pequim, daqui a dois anos, se os resultados do esporte norte-americano continuarem a cair, os chineses vão comemorar  não apenas a realização da maior olimpíada de todos os tempos, como iniciarão uma nova era do esporte mundial.