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De Letra

Memória

1º de maio: 25 anos sem Ayrton Senna

Morte do maior piloto da história da Fórmula 1 aconteceu em 1º de maio de 1994

  • Por Cristian Toledo
Foto: Arquivo

Onde você estava na manhã de 1º de maio de 1994? Em casa, ao lado dos pais? Ou ao lado dos filhos? Voltando após a caminhada no Parque Barigüi? Ou começando aquele churrasco do domingão? A maioria de todos nós podia estar fazendo qualquer coisa, mas a televisão estava ligada. Quando era exatamente 9h13, uma frase de Galvão Bueno paralisou o Brasil.

“Senna bateu forte”.

Senna atraía as atenções por onde passava. Foto: Arquivo

Senna atraía as atenções por onde passava. Foto: Arquivo

Vinte e cinco anos depois do acidente que matou Ayrton Senna na curva Tamburello, em Ímola, na Itália, parece que lembramos de cada fato daquele dia estranho, silencioso, triste. O piloto, tricampeão mundial de Fórmula 1, era um ídolo difícil de ser definido para quem nasceu depois daquele 1º de maio. Porque não era apenas o melhor entre os seus, fato reconhecido até por quem não gostava dele. Mas era um herói, um solitário herói de um país tão machucado como hoje.

Por ter se estabelecido como o grande ídolo brasileiro em um momento de inflação galopante, de falta de comida, de um país que mal sabia direito o que era democracia, que perdia no futebol e não tinha muita coisa a se orgulhar, Senna era um “ser escolhido” para muitos. Aquele que não errava, que não falhava, que era o símbolo da honestidade e da decência. Quase um santo. Ou um santo mesmo.

Pra ser gigante na Fórmula 1, era preciso também jogar pesado. Senna fez isso. Foto: Arquivo

Pra ser gigante na Fórmula 1, era preciso também jogar pesado. Senna fez isso. Foto: Arquivo

Lógico que não era assim. Para ser gênio da Fórmula 1, não bastava e ainda não basta ser rápido e bonzinho. Era preciso saber onde se estava pisando, ser forte e até jogar pesado. Ayrton Senna fez tudo isso, e era respeitado por ser um gigante entre os grandes. Mas falhava, mas errava, era um homem.

Essa aura em relação a ele até aumentou depois da morte – estúpida, bárbara, transmitida ao vivo pela TV. Hoje, é difícil falar de um Senna real sem ser bombardeado por provas de que ele era o cara mais perfeito do mundo. E ele nem precisava disso para ser o herói nacional – Romário que diga.

Mas qualquer um de nós foi atingido pelo “Senna bateu forte”. Lembrar desse momento ainda faz dar um embrulho no estômago. Do susto ao desespero, cada brasileiro foi afetado pelo acidente de Ayrton Senna. Passaram-se então pouco mais de quatro horas de agonia, desde o resgate, a interminável demora do helicóptero, a saída do autódromo de Ímola até Bologna, as informações do hospital Maggiore. Até o relógio marcar 13h42.

“Morreu Ayrton Senna da Silva. Uma notícia que a gente nunca gostaria de dar”.

A imagem símbolo de Ayrton Senna. Foto: Arquivo

A imagem símbolo de Ayrton Senna. Foto: Arquivo

A voz grave e baixa do repórter Roberto Cabrini, de uma sala de hospital no interior da Itália, silenciou todo mundo. Não havia mais a ser dito naquele 1º de maio, de um bonito sol em Curitiba, de rodada dupla no Couto Pereira (Athletico 1×0 Cascavel, Coritiba 1×1 Iraty), de jogo em Guarapuava (Batel 1×1 Paraná). Os dias seguintes foram de luto e de um torpor coletivo, de um velório que mobilizou São Paulo e o resto do País, de um enterro que deixou como cena simbólica os pilotos carregando o corpo de Ayrton Senna.

Hoje, Senna segue em evidência. A McLaren fez um carro para homenageá-lo, que atinge 340 km/h. Homenagens acontecerão por todos os cantos do planeta, do Brasil ao Japão. O nome dele está no topo das buscas do Google. E as vitórias pelas pistas do mundo serão recordadas. E vamos lembrar, às 9h13 e às 13h42, onde estávamos naquele 1º de maio de 1994.

A capa da Tribuna de 2 de maio de 1994. Foto: Arquivo

A capa da Tribuna de 2 de maio de 1994. Foto: Arquivo

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30 Comentários em "1º de maio: 25 anos sem Ayrton Senna"


Chico Cunha
Chico Cunha
1 mês 17 dias atrás

Era conhecido entre os pilotos como “Taxi driver” Queria porque queria ir pra Williams. Foi e como não sabia acertar o carro, fez um péssimo campeonato. Quiz correr mais que o carro e deu no que deu.

Chico Cunha
Chico Cunha
1 mês 17 dias atrás

Bando de viúvas ! O cara só tinha um concorrente, o Prost, também da McLaren, o melhor carro, disparado. Davam uma volta no 3’ lugar. Ainda assim ganhou um título na mão grande. Mordia a fronha sim. Levou um amiguinho pra morar com ele na Europa. Disse que ganhou uma corrida com uma só marcha !! Oi?

Gesse Santiago
Gesse Santiago
1 mês 17 dias atrás

Escrevam isso: ” não existirá nenhum Herói no Brasil depois de Ayrton Senna”…exceto LULA .claro!!!….kkkkk..#sendoironico

Alberto Roberto
Alberto Roberto
1 mês 17 dias atrás

Não querendo desmerecer o ídolo brasileiro, mas ele não e o maior piloto da história da F1. Talvez viesse a ser se não tivesse morrido tão precocemente.
Existem outros pilotos que tiveram muito mais resultados que o Senna.

CRISTIANO ALESSIO
CRISTIANO ALESSIO
1 mês 17 dias atrás

Foi o melhor sim!!
E foi o melhor correndo com os melhores!
Lauda, Piquet, Mansell, Prost, Hill, patresi.. Inclusive Shumacher…, Uma época em que a diferença era o braço, e não a tecnologia!

fernando. fernando
fernando. fernando
1 mês 17 dias atrás

Provavelmente ,, Alberto você deve ser uma pessoa com pouca idade, ou seja não viveu a época do Senna, caso contrário não escreveria esta besteira de pessoa muito mal informada..

Carlos Saczk
Carlos Saczk
1 mês 17 dias atrás

Do Brasil foi o melhor de todos!

Aeap Esteves
Aeap Esteves
1 mês 17 dias atrás

Parabéns ao repórter, ótimo texto. Ainda guardo a Tribuna desse dia também.

Admirável, também, são todos aqueles atletas que se destacam sem o apoio da mídia, pois, por méritos próprios, colhem os louros de seus esforços. Exemplos são um Guga do tênis, Oscar Schmidt no basquete…

Aeap Esteves
Aeap Esteves
1 mês 17 dias atrás

na natação Gustavo Borges, Scherer e Cielo; o time de vôlei de ouro em 1992; Diogo Sclebin no triathlon; fora o Judô e tantos outros atletas que depois que chegam ao auge são cooptados pelos grandes patrocínios.

Veja a própria reportagem da Tribuna, é só futebol, não há espaço para outros esportes?

Gesse Santiago
Gesse Santiago
1 mês 17 dias atrás

na política LULA, e por aí vai…kkkkkkk…brinks

fernando. fernando
fernando. fernando
1 mês 17 dias atrás

Com certeza o Gesse ganhou hoje pão com duas fatias de mortadela..

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