A transformação digital vem tornando os serviços públicos mais ágeis e eficientes, permitindo que processos antes burocráticos sejam realizados de forma rápida e segura. Mas, à medida que cresce o volume de informações que circulam em ambientes digitais, aumenta também a responsabilidade das organizações encarregadas de tratar esses dados.
Na gestão da margem consignável (percentual do salário que a legislação permite comprometer com empréstimos consignados), essa responsabilidade é ainda maior. As plataformas que conectam órgãos públicos, instituições financeiras e servidores públicos lidam diariamente com informações pessoais e financeiras que exigem elevados padrões de proteção, rastreabilidade e controle. Nesse contexto, confiança deixou de ser apenas um atributo desejável para se tornar um requisito indispensável.
Mais do que cumprir exigências legais, organizações que atuam nesse segmento vêm investindo em processos capazes de garantir integridade das operações, transparência e segurança durante toda a jornada do crédito consignado. A adoção de estruturas de gestão baseadas em boas práticas internacionais também contribui para reduzir riscos e fortalecer a relação de confiança entre administração pública, instituições financeiras e servidores.
Esse movimento acompanha a evolução das exigências legais e regulatórias relacionadas ao tratamento de dados pessoais e à governança nas organizações. A entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) consolidou princípios e responsabilidades para o uso de informações pessoais, enquanto o avanço da transformação digital no setor público ampliou a necessidade de soluções capazes de conciliar inovação, transparência e segurança.
Ao mesmo tempo, o fortalecimento das práticas de governança e gestão de riscos também passou a ocupar um papel cada vez mais relevante nas relações entre empresas e administração pública. Em um ambiente que exige maior controle, rastreabilidade e integridade das operações, estruturas de gestão auditáveis contribuem para aumentar a confiabilidade dos processos e fortalecer a relação de confiança entre todos os envolvidos.
A transformação digital ampliou a responsabilidade sobre os dados
O avanço da digitalização trouxe ganhos importantes para a prestação de serviços públicos, mas também elevou o nível de exigência sobre a forma como informações sensíveis são tratadas. Para Cristiana Barreto, Diretora de Soluções eConsig, esse cenário fez com que temas como compliance, segurança da informação e privacidade deixassem de ser diferenciais para se tornarem requisitos essenciais.
“A digitalização amplia a eficiência dos serviços públicos, mas também aumenta muito a responsabilidade sobre a forma como os dados são tratados. Quanto maior a digitalização, maior a necessidade de garantir que informações sensíveis sejam protegidas. Nesse cenário, compliance, segurança da informação e privacidade deixaram de ser diferenciais para se tornarem requisitos indispensáveis para qualquer solução voltada ao setor público”, explica Cristiana.
Segundo a executiva, essa realidade está presente na própria operação do eConsig, solução que integra o portfólio da Serasa Experian desde a aquisição da Salt Tecnologia, e que realiza a gestão da margem consignável conectando órgãos públicos, instituições financeiras e servidores em um ambiente totalmente digital. Isso exige uma atuação baseada em controles rigorosos, conformidade regulatória e mecanismos permanentes de proteção das informações, assegurando que toda a jornada do crédito consignado ocorra de forma segura, íntegra, transparente e disponível.
Segurança para o servidor público começa nos bastidores
Embora grande parte do debate sobre proteção de dados esteja voltada às organizações, os principais beneficiados por uma estrutura robusta de controles são os próprios servidores públicos, titulares das informações tratadas pelas plataformas.
No caso da gestão da margem consignável, isso significa garantir que os dados sejam acessados apenas por pessoas autorizadas, com monitoramento contínuo, rastreabilidade das operações e mecanismos capazes de prevenir fraudes e acessos indevidos. Além da proteção das informações pessoais e financeiras, esse conjunto de práticas contribui para tornar as operações mais transparentes e previsíveis para todos os envolvidos.
“O principal beneficiado por uma estrutura robusta de governança, compliance e proteção de dados também é o servidor público.”
Cristiana Barreto, Diretora de Soluções eConsig.
A diretora destaca que essa combinação fortalece a confiança entre servidores, órgãos públicos e instituições financeiras, criando um ambiente mais seguro para a realização das operações.
Compliance também fortalece a confiança
Nos últimos anos, compliance passou a ocupar um papel cada vez mais estratégico nas organizações que atuam junto ao setor público. Mais do que atender às exigências regulatórias, estruturas de gestão bem definidas permitem identificar riscos, fortalecer controles internos e assegurar a continuidade das operações.
Essa evolução também se reflete nas relações entre fornecedores e administração pública. Em processos licitatórios e contratações públicas, modelos de governança auditáveis passaram a demonstrar maior maturidade de gestão e compromisso com a integridade das operações.
“No eConsig, compliance está incorporado à forma como a solução é concebida, desenvolvida e operada. Mais do que atender às exigências regulatórias, ele é um elemento para garantir a confiabilidade, a integridade e a continuidade da gestão da margem consignável”, ressalta Cristiana.
Uma estratégia integrada de governança
À medida que aumentam as exigências relacionadas à proteção de dados e à gestão de riscos, cresce também a necessidade de integrar diferentes práticas de gestão em uma única estratégia.
No eConsig, essa abordagem reúne qualidade, segurança da informação, privacidade, compliance e prevenção ao suborno em um modelo único de governança. Essa integração é sustentada pelas certificações ISO 37301 (Gestão de Compliance), ISO 27001 (Segurança da Informação), ISO 27701 (Gestão da Privacidade da Informação), ISO 9001 (Gestão da Qualidade) e ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno).
Na prática, essa estrutura permite alinhar processos, compartilhar a gestão de riscos, reduzir redundâncias e fortalecer a melhoria contínua, gerando benefícios para todo o ecossistema da margem consignável.
“Mais do que conquistar certificações, nosso compromisso é transformar esses padrões em uma governança capaz de gerar confiança, transparência e segurança para todos os participantes do ecossistema do crédito consignado”, pondera a executiva do eConsig.
