Estudo realizado pela QualiBest, a pedido do Wellhub, mostra que 76% dos profissionais avaliam positivamente a qualidade de vida na capital paranaense, mas apenas 46% percebem preocupação das empresas com seu bem-estar.
O novo Mapa do Bem-Estar do Trabalhador Brasileiro, estudo realizado pela QualiBest a pedido do Wellhub, ecossistema de bem-estar corporativo que conecta milhões de colaboradores a uma rede global de academias, estúdios e aplicativos de bem-estar, ouviu 312 trabalhadores de Curitiba e Região Metropolitana e revela um contraste entre a qualidade de vida na capital paranaense e os desafios enfrentados no cotidiano profissional.
De acordo com os dados analisados, embora 76% dos entrevistados avaliem a qualidade de vida na cidade como boa ou ótima, 48% apontam estresse, ansiedade, desânimo ou esgotamento emocional entre os principais fatores que prejudicam seu bem-estar.
A pesquisa também mostra que apenas 46% concordam que suas empresas se preocupam com seu bem-estar. Os desafios emocionais lideram as preocupações dos trabalhadores, à frente de problemas financeiros (31%), qualidade do sono (27%), tempo de deslocamento no trânsito (20%) e falta de atividade física (19%).
Essa realidade também se reflete no ambiente de trabalho. Entre os sintomas relatados de forma frequente ou contínua, destacam-se ansiedade ou preocupação excessiva (45%), esgotamento emocional ao final do expediente (38%), sensação de falta de energia (36%), estresse intenso (34%) e irritabilidade acima do habitual (33%).
Infraestrutura de Curitiba favorece hábitos saudáveis, mas rotina impõe barreiras
Os espaços públicos disponíveis em Curitiba também aparecem nos hábitos de atividade física dos trabalhadores. Segundo o estudo, 68% praticam exercícios regularmente, com frequência média de 2,9 vezes por semana.
Entre os locais utilizados estão parques e áreas ao ar livre da capital (38%), academias de bairro (36%) e grandes redes de academias (33%).
Apesar disso, manter uma rotina de exercícios ainda é um desafio. Entre aqueles que não praticam atividades físicas ou se exercitam menos do que gostariam, os principais obstáculos são a falta de tempo (58%), a dificuldade para estabelecer uma rotina (52%) e a falta de ânimo ou disposição ao fim do dia (50%).
Excesso de telas e inteligência artificial também impactam a rotina dos trabalhadores
A pesquisa também investigou como o uso de dispositivos digitais e a adoção de novas tecnologias se relacionam com a rotina e o bem-estar dos profissionais curitibanos.
Excesso de telas: os trabalhadores passam, em média, 6,3 horas por dia utilizando dispositivos digitais, número que sobe para 6,8 horas entre jovens de 18 a 30 anos.
No total, 55% dedicam seis horas ou mais por dia às telas, enquanto 66% afirmam passar mais tempo diante dos dispositivos do que gostariam. Além disso, 33% já percebem impactos negativos do tempo de tela sobre sua saúde e bem-estar.
Percepção sobre inteligência artificial: a IA é percebida como uma aliada da produtividade por 71% dos trabalhadores, percentual que chega a 84% na classe A e 81% entre profissionais com ensino superior completo.
Outros 65% relatam impactos positivos da tecnologia sobre sua saúde e bem-estar. Apesar das transformações no mercado de trabalho, apenas 9% demonstram preocupação intensa com a possibilidade de substituição de suas funções pela automação.
Apostas online e problemas financeiros preocupam trabalhadores de Curitiba
Com os problemas financeiros apontados como o segundo fator mais citado entre os que prejudicam o bem-estar, a pesquisa também investigou a presença das apostas online na rotina dos trabalhadores.
Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados realizaram alguma aposta online (bets) nos últimos oito meses, mas apenas 10% afirmam apostar frequentemente.
A participação é maior entre profissionais da classe A (69%) do que entre os da classe B (50%), assim como entre os homens (63%) em comparação às mulheres (53%).
Os dados indicam que, embora as apostas online tenham alcançado uma parcela significativa dos entrevistados, a prática frequente é menos comum.
“Os resultados de Curitiba mostram que o bem-estar vai muito além da saúde física. A pressão emocional, as preocupações financeiras e a dificuldade para manter hábitos saudáveis fazem parte da realidade dos trabalhadores e impactam diretamente sua qualidade de vida. Cada profissional tem necessidades e desafios diferentes, e as empresas precisam reconhecer essa diversidade para oferecer um suporte que faça sentido na rotina de suas equipes. O cuidado com a saúde não deve começar quando um problema já se manifestou, mas fazer parte do dia a dia, de forma preventiva e contínua. É essa mudança de perspectiva que permite construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis”, afirma Ricardo Guerra, líder do Wellhub no Brasil.
Apenas 46% dos trabalhadores percebem preocupação das empresas com seu bem-estar
A percepção dos trabalhadores de Curitiba sobre o compromisso das empresas com seu bem-estar é dividida. Enquanto 46% concordam que suas organizações demonstram preocupação com a saúde e a qualidade de vida dos colaboradores, 30% discordam dessa afirmação.
O levantamento revela que os três principais fatores associados à percepção de cuidado das empresas estão relacionados à saúde e ao bem-estar: a oferta de um bom plano de saúde (60%), benefícios de alimentação e refeição (41%) e acesso a plataformas de bem-estar corporativo, como o Wellhub (40%).

Os resultados indicam uma visão mais abrangente sobre o papel das empresas na promoção da saúde, que vai além do acesso à assistência médica e contempla benefícios que contribuem para a alimentação, a atividade física, a saúde emocional e a construção de hábitos saudáveis.
A valorização dessas iniciativas também aponta para a importância de oferecer condições para o cuidado contínuo e preventivo, integrado à rotina dos trabalhadores.
Essa percepção se reflete nos fatores associados à falta de cuidado por parte das organizações. Para 38% dos entrevistados, a ausência de programas estruturados de bem-estar é um dos principais sinais de que a empresa não se preocupa com seus colaboradores, à frente da baixa remuneração (36%) e da falta de programas de saúde mental (35%).
Apesar da relevância atribuída ao bem-estar integral, ainda existem lacunas entre as expectativas dos trabalhadores e os benefícios oferecidos pelas empresas. Um em cada quatro profissionais (25%) afirma não contar com nenhuma iniciativa estruturada de bem-estar em sua organização.
A pesquisa também identificou diferenças entre os benefícios que os trabalhadores gostariam de receber e aqueles efetivamente oferecidos pelas empresas, especialmente nas áreas de atividade física, saúde emocional e bem-estar integral:
- Benefícios flexíveis voltados ao bem-estar: enquanto 39% dos trabalhadores de Curitiba gostariam de ter acesso a benefícios flexíveis de bem-estar, apenas 14% afirmam que suas empresas oferecem esse tipo de benefício.
- Programas de qualidade de vida e atividade física: 35% dos trabalhadores gostariam de contar com essas iniciativas, mas apenas 21% afirmam que elas são oferecidas por seus empregadores.
- Apoio psicológico e atendimento terapêutico: embora 35% dos trabalhadores desejem ter acesso a esse tipo de suporte, apenas 21% afirmam que suas empresas oferecem esses serviços.
- Benefícios para atividade física e capacitação de lideranças: as duas categorias apresentam uma diferença de 12 pontos percentuais entre o interesse dos trabalhadores e a oferta das empresas.
Metodologia
Os resultados baseiam-se em um estudo quantitativo online realizado em parceria com o Painel QualiBest entre 31 de agosto e 10 de setembro de 2026.
A amostra é composta por 312 entrevistas estruturadas via web com homens e mulheres de 18 a 59 anos, moradores de Curitiba e Região Metropolitana, com vínculo empregatício CLT (93%) ou PJ com contrato exclusivo (7%), pertencentes às classes sociais A, B e C. O nível de confiança informado é de 95%.
Para conhecer mais sobre as soluções de bem-estar corporativo do Wellhub, acesse www.wellhub.com.
