No calendário global, o dia 7 de abril não é apenas uma data. É um convite!

Um convite à pausa.

À reflexão.

E, sobretudo, à ação.

Instituído pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial da Saúde emerge, a cada ano, como um lembrete de que saúde não se resume à ausência de doença: ela pulsa no cotidiano, nas relações de trabalho, nas escolhas individuais e, cada vez mais, nas estratégias institucionais.

É nesse contexto que a Unimed Federação do Estado do Paraná reposiciona o conceito de cuidado, ampliando-o para dentro e para fora de suas estruturas, onde colaboradores e beneficiários passam a ser protagonistas de uma mesma narrativa, a do bem-estar como valor essencial.

Em uma manhã comum, que poderia ser apenas mais um início de expediente, há um detalhe que faz diferença. A luz que entra pelas janelas não ilumina apenas mesas e telas de computador; ela revela um ambiente que busca, intencionalmente, ser mais acolhedor. Há pausas que não são vistas como perda de tempo, mas como investimento em saúde. Há conversas que vão além de demandas operacionais e alcançam o campo da escuta. E há, especialmente, um entendimento crescente de que produtividade e bem-estar não competem, mas caminham juntos.

Fabio Bielenki Hadid, coordenador de Gestão de Pessoas e NDH na Unimed Paraná, conta que, atualmente, a cooperativa desenvolve diversas iniciativas voltadas à promoção do bem-estar dos colaboradores, com destaque para o Programa de Qualidade de Vida, que incentiva hábitos saudáveis e o cuidado integral com a saúde.

“Entre as ações, estão atividades físicas orientadas, práticas de ergonomia, acompanhamento da saúde ocupacional por meio do SESMT, além de campanhas preventivas, vacinação e ações de conscientização ao longo do ano”.

Esse movimento não acontece por acaso. Ele é resultado de uma construção contínua, que envolve qualidade de vida, iniciativas voltadas à saúde mental, estímulo ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional e uma cultura organizacional que reconhece o colaborador como sujeito integral. Não se trata apenas de oferecer benefícios, mas de criar condições reais para que as pessoas se sintam pertencentes.

Quer ver essas iniciativas na prática? Acesse o YouTube da Unimed Paraná e confira os conteúdos completos. https://www.youtube.com/@unimedpar

“A cooperativa entende que a saúde mental está diretamente relacionada à produtividade e ao desempenho no ambiente corporativo, e que colaboradores emocionalmente saudáveis tendem a ser mais engajados, motivados e produtivos, além de apresentarem melhor capacidade de concentração, tomada de decisão e relacionamento interpessoal”, esclarece Hadid.

E pertencimento, nesse contexto, não é uma palavra vazia. É a sensação de ser visto e respeitado. É saber que, por trás de metas e resultados, existe uma base que sustenta o indivíduo em sua complexidade. Para o gerente da área de Desenvolvimento e Estratégia, Antonio do Amaral Junior, o sentimento de pertencimento dentro da estratégia da empresa vai além de engajamento ou satisfação, refere-se à adequação de um ambiente em que o colaborador se reconheça como parte essencial do propósito da organização.

“Esse sentimento fortalece vínculos e aumenta o comprometimento, sustentando uma cultura mais colaborativa e humana”, afirma. “Nesse mesmo espaço, que o bem-estar deixa de ser uma iniciativa isolada e passa a ser um pilar estratégico, capaz de impulsionar resultados consistentes visíveis dentro e fora da cooperativa”

O cuidado que se expande revela o compromisso com quem está fora

Esse cuidado interno reverbera. Ele ultrapassa paredes, corredores e reuniões, e chega até quem está do outro lado: o beneficiário. Porque uma equipe que se sente cuidada tende a cuidar melhor, e essa relação, embora nem sempre visível, é profundamente perceptível na experiência de quem utiliza os serviços de saúde.

A Unimed Paraná, como sistema cooperativista de saúde, tem como essência a promoção da qualidade de vida dos seus beneficiários, e isso vai além do atendimento clínico. À frente desse modelo de atenção, a área de Gestão da Atenção à Saúde atua com foco em soluções e ações personalizadas, estruturados para acompanhar o cliente de forma contínua, com ênfase na prevenção, promoção e monitoramento da saúde ao longo do tempo.

Quer conhecer mais sobre as iniciativas da Unimed Paraná? Acesse o site e descubra: https://www.unimed.coop.br/site/web/parana

Do lado de fora, o conceito de bem-estar se amplia e ganha novas camadas. Já não se fala apenas em tratar doenças, mas em preveni-las, em orientar e em acompanhar.

“Nesse contexto, a Unimed Federação do Paraná desenvolve programas voltados à saúde corporativa junto às empresas contratantes, com ações direcionadas aos colaboradores dessas organizações, além de iniciativas focadas em saúde mental, prevenção de doenças crônicas e realização de exames de rastreio para os principais tipos de câncer”, afirma Arianne Vilanova Almeida Gaio, gerente da Gestão da Atenção à Saúde na Unimed Paraná.

Há histórias que ilustram esse movimento com mais força do que qualquer dado. Uma mãe que encontra apoio para entender melhor os acompanhamentos com o filho, um paciente crônico que passa a ter acompanhamento contínuo e se sente mais seguro em sua rotina, um jovem que, ao participar de uma campanha de prevenção, decide olhar com mais atenção para o próprio corpo. São narrativas discretas, muitas vezes anônimas, mas que revelam o alcance real de uma estratégia baseada no cuidado.

Para incentivar hábitos saudáveis, a cooperativa aposta, segundo Arianne, em ações educativas e de engajamento, “como webinares, conteúdos digitais e conversas sobre temas como saúde emocional, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e desenvolvimento na primeira infância. Essas iniciativas são complementadas por frentes estruturadas que reforçam o protagonismo do beneficiário no acompanhamento da própria saúde.”

A tecnologia também se insere como aliada nesse processo, ampliando possibilidades de monitoramento, acompanhamento e acesso à informação. “Ferramentas como o aplicativo Mina Saúde, voltado a trilhas preventivas, e plataformas digitais de monitoramento permitem ampliar a escala de acompanhamento dos clientes, enquanto canais como o WhatsApp contribuem para tornar o contato mais ágil e próximo, sem abrir mão da humanização no atendimento”, detalha Arianne.

Entre os principais programas estão projetos como o Mude 1 Hábito, que estimula mudanças no estilo de vida; o Pausa a Mente, voltado ao equilíbrio emocional; e o Saúde em Movimento, que incentiva a prática regular de atividades físicas, além de campanhas contínuas para realização de exames preventivos. Cada um é direcionado a perfis específicos de público, garantindo maior assertividade nas ações.

Ao observar essas duas frentes, colaboradores e beneficiários, torna-se evidente que não se trata de iniciativas isoladas, mas de um ecossistema interligado. O bem-estar de um influencia diretamente o bem-estar do outro, em um ciclo que se retroalimenta e fortalece tanto a cultura interna quanto a percepção externa da instituição.

Nesse fluxo contínuo, o Dia Mundial da Saúde assume um papel simbólico importante, mas não exclusivo. Ele não inaugura ações, apenas as evidencia. Funciona como um marco que convida à reflexão sobre práticas que já fazem parte do cotidiano e que precisam ser constantemente aprimoradas.

Segundo o coordenador de Gestão de Pessoas, “esse cenário também exige uma cultura organizacional adaptada, capaz de promover um ambiente mais seguro ao integrar práticas que reduzem riscos físicos, emocionais e organizacionais, com foco na prevenção, apoio psicológico e fortalecimento da segurança emocional dos colaboradores”.

Dia Mundial da Saúde: o papel das lideranças e o futuro do cuidado

Há, também, um elemento essencial nessa construção: a liderança. Em um cenário em que saúde mental, equilíbrio e qualidade de vida ganham protagonismo, liderar passa a exigir novas competências. Já não basta gerir processos; é preciso compreender pessoas, acolher demandas subjetivas e criar ambientes seguros. O cuidado, nesse contexto, deixa de ser uma responsabilidade individual e se torna um compromisso coletivo.

Hadid destaca ainda que “os líderes, inclusive, vêm sendo preparados para esse papel por meio de capacitações específicas voltadas à saúde mental, com foco na identificação de sinais de estresse, ansiedade e outros indicadores de adoecimento emocional, além da orientação para uma atuação acolhedora e preventiva junto às equipes.”

A Federação conta com diversos programas e práticas voltados à promoção da saúde mental e do bem-estar dos colaboradores, partindo do entendimento de que o equilíbrio entre corpo e a mente está diretamente ligado à qualidade de vida e ao desempenho no ambiente de trabalho, em uma abordagem integrada que busca fortalecer o equilíbrio emocional, prevenir adoecimentos e criar um ambiente mais saudável e sustentável.

Entre as principais iniciativas, destacam-se:

  • Yoga: para promover relaxamento, redução do estresse e melhora da concentração, contribuindo para o equilíbrio emocional;
  • Wellhub (Gympass): para oferecer acesso a academias e atividades físicas variadas, incentivando a prática regular de exercícios;
  • Ginástica laboral: realizada no ambiente de trabalho, com foco na prevenção de lesões, alívio de tensões e pausas ativas durante a jornada;
  • Treinamento funcional: com aulas orientadas que estimulam condicionamento físico, saúde e disposição;
  • Corridas e caminhadas no parque: ações que incentivam a prática ao ar livre, integração entre colaboradores e hábitos saudáveis;
  • Assessoria para treino: com orientação profissional para prática segura e adequada de atividades físicas;
  • Pilates: voltado ao fortalecimento muscular, postura e prevenção de dores;
  • Massagem: para contribuir para o relaxamento, alívio do estresse e bem-estar geral.

E talvez seja justamente aí que reside a principal transformação. A saúde deixa de ser uma questão reativa, acionada apenas diante de problemas, e passa a ser incorporada como valor permanente, um valor que orienta decisões, molda comportamentos e redefine prioridades.

A promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional também se reflete em políticas adotadas pela Federação, que incluem a flexibilização do modelo de trabalho, com formatos presencial, híbrido e teletrabalho definidos conforme a área. As ações se estendem ainda ao estímulo à educação continuada, com suporte financeiro para qualificação. “Buscamos criar um ambiente que valorize o equilíbrio, oferecendo condições para que o colaborador cuide da sua saúde física e emocional, ao mesmo tempo em que se desenvolve profissionalmente”, destaca Hadid.

Ao olhar para as tendências futuras da cooperativa no campo do bem-estar e do acompanhamento integral ao beneficiário, Arianne pontua que “o cenário aponta para a intensificação do monitoramento digital, com uso crescente de iniciativas de engajamento, como a gamificação, aliadas a uma governança clínica cada vez mais integrada entre áreas, com foco na qualidade, segurança e na jornada do paciente.”

E Hadid complementa que, ao se tratar dos colaboradores da Federação, “entre os desafios, permanece a necessidade de ampliar a conscientização sobre a importância da saúde mental, reduzir estigmas e equilibrar as demandas operacionais com o suporte contínuo com o bem-estar dos colaboradores, fortalecendo uma cultura de prevenção cada vez mais integrada.”

No fim, o que o Dia Mundial da Saúde propõe é menos uma celebração e mais um compromisso. Um compromisso que se manifesta nas pequenas escolhas diárias, nas políticas institucionais e na forma como organizações se posicionam diante da vida.

Saiba como a Unimed Paraná transforma o cuidado em estratégia. Acesse o site: https://www.unimed.coop.br/site/web/parana

Porque, em essência, cuidar de quem cuida e de quem é cuidado não são caminhos distintos. São partes de uma mesma história, uma história que continua sendo escrita todos os dias, nos detalhes que muitas vezes passam despercebidos, mas que, juntos, sustentam aquilo que há de mais fundamental: o bem-estar.

Dia Mundial da Saúde: entre o simbólico e a realidade

Se há algo que o Dia Mundial da Saúde nos ensina é que o cuidado não pode ser episódico. Ele precisa ser contínuo. Intencional. E compartilhado.

Talvez saúde seja isso: um conjunto de escolhas diárias, sustentadas por estruturas que permitem que essas escolhas existam. Assim, organizações que compreendem seu papel vão além do serviço e se tornam agentes de transformação, reforçando que cuidar é, acima de tudo, um compromisso compartilhado.