No Brasil, a vacina quadrivalente protege contra os tipos de HPV de baixo e de alto risco

O Papilomavírus Humano, conhecido como HPV, está associado a 70% dos casos de câncer de colo de útero, o terceiro que mais atinge as mulheres. No Brasil, as campanhas de vacinação contra o HPV ocorrem em março e setembro, mas a vacina permanece o ano inteiro disponível nas Unidades Básicas de Saúde do SUS. Devem tomá-la as meninas de 9 a 14 anos e também os meninos de 11 a 14 anos.

Em países como Estados Unidos, Suécia e Canadá, as taxas de infecção oral pelo vírus já caíram até 80% com a imunização. E na Austrália, o primeiro a iniciar a vacinação, o HPV é, atualmente, um micro-organismo praticamente eliminado.

O que é o HPV

O Papilomavírus Humano atinge pele ou mucosas (oral, genital ou anal), provocando verrugas e lesões. É o mais frequente de todos os agentes de transmissão sexual. Vale lembrar sobre o uso do preservativo como medida protetiva contra o HPV e outras infecções de transmissão sexual, além do exame Papanicolau, conhecido como preventivo, para a prevenção secundária do câncer do colo do útero.  Nesse caso, a idade direcionada para fazer o preventivo é dos 25 aos 65 anos.

No Brasil, a vacina quadrivalente, que protege contra tipos de HPV de baixo risco (que causam 90% das verrugas genitais) e os de alto risco (relacionados ao câncer), foi adotada pelo Ministério da Saúde em 2014, inicialmente para as meninas. A partir de 2017, os meninos foram incluídos, medida destacada como de grande importância pelo Dr. Newton Sérgio de Carvalho, professor titular da Área de Ginecologia da Universidade Federal do Paraná. Ele explica que, além de proteger também os garotos de diversos tipos de câncer, quando imuniza-se em grande quantidade, o vírus não se espalha e acaba atingindo menos pessoas.

São duas as doses da vacina, aplicadas em forma de injeção. E, ao contrário do que muitos pensam, não provocam efeitos adversos. Mas atenção: é preciso cumprir o intervalo de seis meses entre uma e outra. Essa exigência garante que a segunda dose funcione como um reforço.

Segundo o professor, o que é importante saber é que a prevenção se faz com vacina, preservativo e indo ao ginecologista para fazer o preventivo.  E sobre a vacina, conclui que, “assim como a poliomielite foi erradicada no Brasil com a vacina Sabin, existe a possibilidade de erradicar também o HPV e, consequentemente, o câncer de colo do útero e todos os demais citados, porque sem o vírus não acontecem as doenças a ele associadas”.

Portanto, um alerta aos adolescentes e seus pais: a vacinação é fundamental, especialmente antes do início da vida sexual. A conscientização e união de todos poderá garantir esse resultado.

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