Objetivo é fortalecer a relação entre consumidores e produtores para impulsionar a economia no cenário pós-pandemia

O Paraná está entre os cinco estados mais ricos do Brasil, com uma economia consolidada na agroindústria, além de uma atividade industrial forte e bastante diversificada. Em 2019, o PIB estadual teve um crescimento de 0,7% em comparação ao ano anterior, segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O agronegócio e a produção industrial foram os principais responsáveis por esse aumento. E, para dar mais visibilidade aos produtos regionais e incentivar a economia local, o Governo do Estado lançou o programa Feito no Paraná, que tem como objetivo estimular a valorização e a compra de mercadorias feitas no Estado.

Nos municípios paranaenses é possível encontrar desde a produção de bens de consumo e insumos para a indústria – como madeira, papel, celulose e petroquímicos – até equipamentos de alta tecnologia como automóveis, máquinas e equipamentos.

Idealizado pela Secretaria de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes (SEPL), o Feito no Paraná busca fomentar a economia e a geração de renda. O governador Carlos Massa Ratinho lembra que o Paraná conta com milhares de exemplos de produtos de qualidade reconhecida no mercado interno e externo. “Ao prestigiar as nossas empresas, também ajudamos na criação e manutenção dos empregos”, destaca.

O secretário de Estado do Planejamento, Valdemar Bernardo Jorge, explica que a proposta é levar o consumidor a uma reflexão na hora da compra e a criar o hábito de verificar a cidade de origem dos produtos, priorizando os itens fabricados no Paraná. “A decisão de compra é sempre do consumidor. Se a dona de casa estiver no mercado e optar por produtos paranaenses, vai ajudar a garantir o trabalho dos que moram aqui. Se for até uma loja e escolher uma roupa com etiqueta de empresa instalada no Estado, vai estimular a economia local e todos saem ganhando”, explica.

Economia solidária

O programa Feito no Paraná busca facilitar o acesso das indústrias, pequenas e médias empresas e produtores paranaenses ao mercado consumidor local. “Muitas vezes, deixamos de consumir um produto feito em municípios vizinhos por simplesmente desconhecer a existência deles ou por não saber a qualidade e o valor agregado que estes produtos carregam”, destaca o coordenador de Integração Econômica da SEPL, Marcelo Percicotti.

Segundo Percicotti, há também uma oportunidade de aumento do volume de compra de dentro do Estado por indústrias, empresas e lojistas locais. “Basta voltarmos o nosso olhar também para potenciais fornecedores e parceiros paranaenses”, complementa.

Vocações regionais

O programa vai destacar as vocações produtivas de cada região do Paraná. É o caso do polo de empresas de louças e porcelanas localizado em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba; empresas de tecnologia da informação em Ponta Grossa e em Pato Branco; a indústria moveleira da região de Arapongas; fábricas têxteis em Cianorte, entre outros exemplos.

Para o empresário Germano Menon Fornech, que atua no setor de alimentos, a iniciativa contribui com o desenvolvimento regional e a geração de empregos dentro do próprio Estado. “O Paraná é um Estado saudável, que vive desde o agronegócio até a grande indústria. Um Estado com a economia forte pela exigência do seu consumidor”, pontua.

Vitor Torres, empresário do setor de tecnologia, salienta ainda outra vantagem: o aumento na arrecadação tributária que contribui para o aprimoramento interno. “O Governo consegue arrecadar mais e reinvestir em tecnologia, educação e infraestrutura, fazendo com que o Estado seja cada vez mais próspero”, enfatiza.

Estrutura técnica

Para reforçar o programa de forma técnica e estratégica, o Governo do Paraná formou um grupo técnico com o setor produtivo e está promovendo reuniões com entidades representativas. Entre elas estão a Fecomércio, Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), Associação Paranaense de Supermercados (APRAS), Associação Comercial do Paraná (ACP), Ocepar, SESC e Sebrae, Conselho de Desenvolvimento Empresarial e de Infraestrutura do Paraná, Fetranspar, FAEP e Faciap, entre outras.

O gerente de Assuntos Estratégicos da FIEP, João Arthur Mohr, salienta a importância dessa iniciativa para valorizar a indústria paranaense e incentivar a população a adquirir produtos feitos no Estado, principalmente em substituição aos produtos importados. “O programa é muito importante nesse momento de retomada. Comprar um produto feito no Paraná ajuda a movimentar a economia e a gerar emprego e renda aqui”, reforça.

Campanha

Além das peças publicitárias que estão sendo divulgadas na mídia e nas redes sociais, o Feito no Paraná conta com um site próprio com informações direcionadas aos consumidores e para quem deseja ampliar seus negócios. Na plataforma, as empresas com CNPJ e produção no Paraná poderão cadastrar seus sites e contatos. A intenção do Governo é também estimular as vendas online. O endereço eletrônico é http://www.feitonoparana.pr.gov.br .