De acordo com Carlos Eduardo Rosalba Padilha, o mercado brasileiro de fusões e aquisições vive um novo momento em 2026. Após um período de retração provocado pelos juros elevados e pela insegurança econômica, investidores voltaram a olhar para o Brasil com maior interesse. Mas o cenário mudou.

Hoje, empresas que desejam captar investimentos, vender participação societária ou participar de operações de M&A precisam demonstrar muito mais do que crescimento financeiro. Governança corporativa, compliance, organização tributária e transparência passaram a ser fatores decisivos para atrair investidores.

Carlos Padilha, tem experiência prática no tema e hoje está à frente da Êxito Assessoria, Consultoria e Perícia Contábil Ltda, sendo especialista em governança corporativa, valuation, due diligence e fusões e aquisições, ele entende que o mercado brasileiro entrou em uma fase mais técnica e seletiva.

“Os investidores continuam enxergando oportunidades no Brasil, mas com um nível de exigência muito maior. Hoje, empresas com governança estruturada e previsibilidade financeira conseguem acessar melhores oportunidades e aumentar significativamente seu valor de mercado”, afirma.

Carlos padilha

Governança corporativa aumenta valor das empresas

Nos últimos anos, a governança corporativa deixou de ser vista apenas como uma formalidade empresarial. Na prática, ela se tornou uma ferramenta de valorização. Empresas que possuem controles internos eficientes, indicadores financeiros organizados, compliance ativo e gestão profissionalizada costumam alcançar valuations mais elevados e despertam maior interesse em processos de aquisição.

Para o especialista Carlos Eduardo Rosalba Padilha, a profissionalização da gestão reduz riscos percebidos pelos investidores.

“Quando uma empresa demonstra organização financeira, segurança tributária e capacidade de gestão, ela transmite confiança ao mercado. Isso impacta diretamente o valuation e a capacidade de atrair investidores estratégicos”, explica.

Carlos padilha

Reforma tributária muda estratégia das empresas

A Reforma Tributária também passou a ocupar posição central nas operações de fusões e aquisições. A implementação gradual do IBS e da CBS está obrigando empresas a revisarem projeções financeiras, margens operacionais e estratégias tributárias. Negócios que não avaliam corretamente os impactos da transição tributária podem enfrentar perdas relevantes no futuro.

Carlos Padilha enfatiza que a nova realidade exige planejamento.

“A reforma tributária alterará estruturas de custos, fluxo de caixa e formação de preços. Empresas que não se prepararem desde agora poderão perder competitividade e valor de mercado”, alerta.

CARLOS PADILHA

Due diligence ganha papel estratégico

A due diligence, etapa responsável pela análise de riscos em operações empresariais, também mudou. Antes concentrada apenas na análise do passado da empresa, a due diligence agora precisa avaliar cenários futuros, capacidade de adaptação tecnológica, riscos tributários e maturidade operacional.

“Hoje não basta analisar balanços e contratos. É preciso entender como a empresa irá performar nos próximos anos diante das mudanças econômicas e tributárias que o Brasil está enfrentando”, destaca Carlos Eduardo Rosalba Padilha.

CARLOS PADILHA

Empresas preparadas terão vantagem competitiva

O mercado brasileiro de M&A deve continuar aquecido nos próximos anos, mas a tendência é de um ambiente mais profissional e menos tolerante ao improviso. Empresas que investirem antecipadamente em governança corporativa, planejamento tributário, compliance e organização financeira terão maior capacidade de crescimento, valorização e captação de investimentos. Assim, a preparação será o principal diferencial competitivo do novo ciclo econômico.