A queda do vereador acusado de chefiar máfia de terrenos na RMC

Campo Magro: vereador é apontado pelo Ministério Público como integrante da liderança de um grupo acusado de negociar loteamentos clandestinos na Região Metropolitana de Curitiba. Foto: Atila Alberti/Tribuna do Paraná
Campo Magro: vereador é apontado pelo Ministério Público como integrante da liderança de um grupo acusado de negociar loteamentos clandestinos na Região Metropolitana de Curitiba. Foto: Atila Alberti/Tribuna do Paraná

Um vereador de Campo Magro é apontado pelo Ministério Público como integrante da liderança de um grupo acusado de negociar loteamentos clandestinos na Região Metropolitana de Curitiba. O que dá outra dimensão à acusação é o uso que teria sido feito do mandato: obter antecipadamente informações sobre fiscalizações, tentar interferir nelas e ajudar a levar obras públicas a áreas de interesse do grupo.

Dez mandados de prisão foram expedidos. Não seria apenas escapar do fiscal, mas saber quando ele estava chegando.

VINTE ANOS DEPOIS

Setembro de 2006. As pesquisas chegaram a apontar Roberto Requião vencendo no primeiro turno. A urna respondeu diferente: Requião fez 42,81%, Osmar Dias 38,60% e houve segundo turno. No fim, apenas 10.479 votos separaram os dois.

Setembro de 2026. Vinte anos depois, pesquisas voltam a oferecer fotografias diferentes da disputa paranaense. A história não diz que vai se repetir, apenas recomenda cuidado com certezas de setembro. A urna só fala em outubro.

EREDITÀ

A palavra significa herança em italiano. Também é o nome da operação que chegou a uma estrutura ligada à ’Ndrangheta e encontrou no Porto de Paranaguá um dos endereços brasileiros da rota da cocaína para a Europa.

Integrantes do grupo já haviam sido presos, mas, segundo a investigação, o negócio teria sobrevivido nas mãos de parentes e colaboradores. As apurações alcançam mais de 4,6 toneladas de cocaína e agora produziram novos mandados de prisão e bloqueio de patrimônio. Herança, neste caso, não é figura de linguagem.

171 CIDADES

O Paraná cresce, mas 171 dos seus 399 municípios perderam população na estimativa mais recente. São mais de quatro em cada dez cidades, num movimento silencioso que afeta comércio, escolas, mercado de trabalho e arrecadação.

Enquanto a política discute quem governará o Paraná pelos próximos quatro anos, uma parte considerável do interior enfrenta um problema menos ruidoso e bem mais demorado: evitar que seus moradores continuem indo embora.

O PREÇO MUDA NO CAMINHO

A comida ficou 0,41% mais barata no Paraná em agosto. Guarapuava teve queda de 1,25%, Cascavel e Londrina também registraram recuo, enquanto Curitiba e Umuarama tiveram alta. É uma daquelas estatísticas que explicam por que duas pessoas escutam a mesma notícia sobre inflação e juram estar falando de lugares diferentes.

DOZE ANOS DEPOIS

Dois ex-executivos de empreiteiras foram condenados pela Justiça Federal no Paraná em processo remanescente da Lava Jato sobre cartel em licitações da Petrobras. Outros dois acusados foram absolvidos por insuficiência de provas e cabe recurso.

A operação iniciada em Curitiba em 2014 praticamente desapareceu do noticiário cotidiano, mas seus processos ainda não.

O BANCO AGORA CABE NO BOLSO

O brasileiro não precisou mais procurar uma agência. A agência foi parar dentro do celular, onde conta, cartão, crédito e limite passaram a ser obtidos em poucos movimentos.

As fintechs ajudaram a incluir milhões de pessoas num sistema financeiro que durante muito tempo lhes ofereceu portas estreitas. A agência de notícias Reuters mostra agora a outra face dessa facilidade entre consumidores de renda mais baixa, com múltiplas linhas de crédito e dificuldades para administrar o endividamento. A tecnologia encurtou o caminho até o dinheiro; a educação financeira nem sempre acompanhou.

164 LIVROS DE VOLTA

Um almanaque de 1848, revistas das décadas de 1940 e 1950 e outras publicações históricas estavam entre 164 peças retiradas do acervo da Biblioteca Nacional e apreendidas pela Polícia Federal em 2020. Depois de anos de trabalho para identificar a procedência do material, os livros voltaram à Biblioteca Nacional.

Desta vez, uma história sobre patrimônio público não precisa de ironia para terminar bem.

UM PAÍS DE CARTEIRA NOVA

Os pedidos de primeira habilitação cresceram mais de 200% depois do lançamento do programa CNH do Brasil, que reduziu custos e simplificou etapas. O salto mostra que o preço funcionava como barreira para muita gente e traz agora uma consequência prática: exames, formação, atendimento e fiscalização terão de absorver uma demanda muito maior.

O IRÃ PÕE CIVIS EM MARCHA

Teerã amanheceu tomada por uma mobilização organizada pelo governo, com centenas de milhares de pessoas nas ruas, integrantes da Guarda Revolucionária, armas, equipamentos militares, bandeiras e civis. Há também uma campanha de recrutamento para treinamento militar voluntário.

O regime apresenta a mobilização como demonstração de unidade depois de meses de guerra, sanções e dificuldades econômicas. Não é possível transformar a multidão numa pesquisa sobre o que pensa a sociedade iraniana, mas a imagem escolhida pelo governo é clara: depois de exibir mísseis, drones e soldados, Teerã decidiu colocar também a população na fotografia.

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