A disputa pelo Senado no Paraná está longe de ter dono.
Na pesquisa IRG*, quatro candidatos aparecem separados por apenas 2,8 pontos: Deltan Dallagnol, Gleisi Hoffmann, Alexandre Curi e Filipe Barros.
São duas vagas e muita gente fazendo conta.
Por enquanto, melhor deixar a placa de senador sem nome.
Outra eleição
A pesquisa IRG* trouxe uma fotografia curiosa da disputa paranaense.
No primeiro turno, Sergio Moro aparece com vantagem. Mas, no confronto direto com Sandro Alex, a diferença cai para 4,6 pontos.
A entrada de Rafael Greca reorganizou o campo governista e mostrou que a eleição pode ter uma lógica diferente no segundo turno.
A primeira eleição é para chegar. A segunda é para convencer.
Plano na mesa
Sergio Moro entrega nesta sexta-feira seu plano de governo ao TRE. A campanha diz que ouviu municípios, entidades e especialistas.
Agora começa a parte menos confortável de qualquer candidatura: explicar o que pretende fazer com o poder.
Até aqui, a eleição foi dominada por alianças, pesquisas e disputas de espaço. A partir de agora, os candidatos terão de mostrar proposta.
Reconhecimento ajuda a chegar. Mas ninguém governa apenas com biografia.
Produz muito, captura quanto?
O Paraná deve colher 47 milhões de toneladas de grãos na próxima safra, crescimento de 5,2% sobre o ciclo anterior.
O Estado segue como potência do agronegócio.
Mas existe uma pergunta que vem junto com todo recorde: quanto dessa riqueza permanece aqui?
Produzir mais é uma conquista. Transformar volume em desenvolvimento é o desafio.
Sigilo pela metade
Alexandre de Moraes diz defender o sigilo da fonte. Edson Fachin também.
A diferença está no limite da garantia.
Para Moraes, o sigilo não pode proteger crime. Para Fachin, é um direito fundamental do jornalista.
A pergunta é inevitável: se uma decisão judicial revela a fonte, o sigilo continua sendo uma garantia ou apenas uma autorização provisória?
Constituição com asterisco costuma deixar de ser garantia.
Deltan: a cadeira com asterisco
Deltan Dallagnol entrou na disputa pelo Senado, mas carrega uma variável que nenhum candidato gostaria de ter no começo da campanha: uma dúvida jurídica.
Até agora, não há decisão definitiva contra sua candidatura.
Mas a pergunta permanece no ar: o eleitor escolhe agora e a Justiça decide depois?
Agora são 26
A Comissão Processante da Câmara de Curitiba aprovou parecer pela cassação de Lórens Nogueira, investigado por suspeitas de rachadinha e desvio de função de servidores. A defesa nega as acusações.
O processo agora chega ao plenário. São necessários 26 dos 38 votos.
Em política, às vezes o julgamento começa antes da votação. Na contagem dos votos.
O programa e o alvo
Flávio Bolsonaro apresentou seu plano de governo e colocou novamente o Supremo no centro do debate.
Entre as propostas estão mudanças no funcionamento da Corte e maior peso para decisões colegiadas.
A eleição presidencial começa a revelar uma disputa que vai além da economia e dos costumes.
Também será uma discussão sobre quem controla quem em Brasília.
O preço da guerra
A crise envolvendo o Irã recolocou o petróleo no centro das preocupações mundiais.
A ameaça de bloqueio e a escalada de tensão lembram uma velha regra: guerras nunca ficam apenas no lugar onde começam.
O conflito pode estar longe. A conta costuma chegar rápido.
*METODOLOGIA:
Metodologia: 1.350 entrevistados pelo IRG Pesquisas de 8 a 12 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pela TV Independência Ltda. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,67 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-09301/2026.
