Deltan Dallagnol protocolou no TRE-PR o registro de sua candidatura ao Senado pelo Novo. Nos bastidores, cresce a aposta de que poderá passar pelo tribunal paranaense e ser barrado depois pelo TSE. A questão, portanto, não é apenas se, mas quando. Se a decisão vier tarde demais, pode não haver tempo para substituí-lo. Deltan precisa ganhar no TRE. E, se for perder no TSE, torcer para perder rápido.
Jogo bruto
As pesquisas e a repercussão do debate da Band, entre presentes e ausentes, acenderam o sinal amarelo em um dos QGs da campanha ao governo do Paraná. Por lá, o genioso marqueteiro já começou a remexer nas gavetas dos adversários, inclusive as da vida pessoal. Quem conhece a peça sabe que ele não precisa de sinal verde. Jogo bruto é com ele mesmo. Baixaria à vista.
Requião fora da caixinha
Requião Filho voltou a defender a retomada do controle da Copel e a atacar o governo Ratinho Junior na sabatina da Folha/UOL. Até aí, tudo conforme o figurino da candidatura apoiada pela esquerda. Depois vieram a defesa do porte de armas e do voto impresso e posições contrárias à legalização da maconha. A esquerda paranaense já tem candidato. Só não conseguiu ainda colocá-lo inteiro dentro da caixinha.
Tempo de sobra
Sandro Alex terá quase o dobro do tempo de televisão reservado a Sergio Moro e Requião Filho no horário eleitoral. Para um candidato que ainda precisa ampliar o próprio conhecimento entre os eleitores, é uma bela vantagem. E também uma cobrança. Com tanto tempo para se apresentar, depois ficará difícil dizer que o eleitor não teve tempo de conhecê-lo.
Letras miúdas
O eleitor paranaense vai escolher dois senadores em outubro, mas cada um deles carrega dois suplentes na chapa. Na prática, serão seis nomes escolhidos, embora seja bastante provável que a maioria dos eleitores conheça apenas os dois que aparecem na frente do santinho. A democracia brasileira também tem letras miúdas.
Vaga tem. E muita.
Toledo amanheceu nesta quarta-feira com 881 vagas de emprego abertas, 326 delas apenas para auxiliar de linha de produção. Num país acostumado a discutir falta de emprego, a cidade do Oeste apresenta outro desafio: vaga tem. E muita. Agora é preciso fazer a oportunidade encontrar quem está procurando por ela.
São Pedro também vota
Depois do tornado que atingiu Piraí do Sul, o TRE-PR reuniu órgãos estaduais para incorporar o monitoramento climático ao planejamento das eleições. Energia, comunicação e acesso aos locais de votação entraram na conta. Antigamente bastava organizar urna, mesário e eleitor. Agora até São Pedro entrou na logística eleitoral.
Fonte protegida
A Constituição assegura ao jornalista o sigilo da fonte. Mesmo assim, uma investigação conduzida no Supremo conseguiu chegar a um homem apontado como fonte de uma reportagem envolvendo Flávio Dino e seus familiares. O caso ultrapassa nomes e preferências políticas. Fonte protegida só é garantia constitucional enquanto ninguém resolve descobrir quem ela é?
Corporativismo arbitrário
O episódio ganha contornos ainda mais preocupantes porque nasceu de uma reportagem envolvendo um integrante do próprio Supremo. Alexandre de Moraes determinou medidas contra o homem identificado como fonte. Se o Judiciário relativiza uma garantia constitucional para proteger integrantes da própria instituição, a discussão deixa de ser apenas jurídica. Corporativismo arbitrário também pode vestir toga.
Campanha artificial
O TSE terá de enfrentar os limites do uso de inteligência artificial na campanha, inclusive diante da utilização de imagens e vozes capazes de colocar na boca de alguém palavras que jamais foram pronunciadas. A tecnologia avançou mais rápido que a legislação eleitoral. Nesse ritmo, daqui a pouco até o cabo eleitoral poderá ser artificial.
Paz em família
Michelle Bolsonaro apareceu ao lado de Flávio, gravou material de campanha e tratou de mostrar que as divergências familiares ficaram para trás. Durante a demonstração de unidade, porém, aproveitou para expor algumas das divergências que continuam pela frente. Na família Bolsonaro, até a reconciliação vem acompanhada de direito de resposta.
Fugir também é coisa séria
A saída de fininho de Donald Trump da Turquia, numa operação de despiste diante de uma ameaça iraniana, virou motivo de piada. Mas segurança presidencial não existe apenas para proteger Donald Trump. Existe para proteger o presidente dos Estados Unidos e a instituição que ele representa, seja quem for o ocupante da cadeira. Fugir de uma ameaça pode ser prudência. Fugir de debate é outra conversa.
