Convenção é aplauso. Debate é autópsia. No domingo, Sandro Alex, Sergio Moro e Requião Filho terão de responder às perguntas que passaram as últimas semanas evitando. É no debate que a maquiagem escorre e a campanha descobre se a candidatura tem musculatura ou apenas boa fotografia.
Homologado não é registrado
As convenções terminaram, mas a Justiça Eleitoral ainda não. O caso de Deltan Dallagnol lembra que uma candidatura pode sair aplaudida de uma convenção e, dias depois, entrar na fila das impugnações. Festa partidária e registro eleitoral nem sempre terminam no mesmo endereço.
A fila julga primeiro
A Receita Federal promete reduzir as filas na Ponte da Amizade. Se conseguir, ninguém perguntará como. Se fracassar, toda explicação parecerá longa demais. Em Foz do Iguaçu, a fronteira costuma ser um laboratório implacável: eficiência não se anuncia. Se comprova.
Recorde com cobrança
O Parque Nacional do Iguaçu recebeu, em julho, o maior número de visitantes de sua história. A notícia merece comemoração. Mas recorde de entrada não garante recorde de renda. O desafio começa quando o turista deixa as Cataratas e precisa encontrar mobilidade, atendimento, gastronomia e motivos para permanecer mais um dia na cidade.
A conta chegou
Depois de anos de debates no Congresso, a reforma tributária bateu à porta das empresas paranaenses. Sistemas de emissão de notas fiscais começaram a ser adaptados aos novos campos de IBS e CBS. A reforma deixou de ser assunto de Brasília. Agora, qualquer erro pode impedir uma nota de ser emitida. A política terminou. A operação começou.
Linha amarela
As investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS abriram um conflito que vai além dos fatos apurados. A Polícia Federal resiste ao que considera uma aproximação excessiva do gabinete do ministro André Mendonça com a condução dos inquéritos. Existe uma linha que separa quem investiga de quem julga. Sempre que ela começa a desaparecer, o investigado ganha um argumento novo antes mesmo de apresentar a própria defesa.
Sala de conciliação
Lula e Davi Alcolumbre reuniram-se na residência de Alexandre de Moraes, com a participação de Cristiano Zanin, para reduzir o desgaste entre o Planalto e o Senado. O encontro pode até ter produzido resultados. Mas a fotografia é curiosa: quando Executivo e Legislativo precisam recorrer ao Supremo para voltar a conversar, alguém inevitavelmente perguntará quem está mediando quem.
Juro de vitrine
A Selic caiu para 14% ao ano. O governo comemorou, o mercado respirou e o Banco Central preferiu não prometer novos cortes. Enquanto isso, o consumidor continua pagando juros que parecem não ter recebido o comunicado oficial. A Selic desceu. O carnê ainda não percebeu.
