André Vargas está novamente candidato a deputado federal pelo Paraná. Sergio Moro disputa o governo.
Em 2015, Vargas foi o primeiro político condenado por Moro na Lava Jato. A condenação acabou posteriormente anulada pelo STF. Onze anos depois, o juiz deixou a toga e o condenado voltou a ser candidato.
A política colocou os dois novamente diante do mesmo julgador. Desta vez, ele atende pelo nome de eleitor.
Prevenção atrasada
Tornado, granizo e vendaval expuseram uma vulnerabilidade que o TCE-PR já conhecia: cerca de 60% das prefeituras não possuem estrutura adequada de Defesa Civil e aproximadamente 70% não contam com sistema de alerta capaz de alcançar adequadamente a população.
Não cabe ironia diante de cidade destruída. Cabe cobrança. Defesa Civil não pode virar prioridade somente depois que o telhado voa e a prefeitura decreta emergência.
Prevenção que começa depois do desastre tem outro nome: reação.
Voto não vem no holerite
O Paraná concentra 14,6% dos processos trabalhistas relacionados a assédio eleitoral no país e perde apenas para São Paulo. É um segundo lugar do qual ninguém deveria se orgulhar.
Empresário pode ter candidato. Empregado também. O problema começa quando salário, promoção, emprego ou ameaça de demissão entram na conversa.
A urna é secreta por uma razão muito simples: nem o chefe tem a senha.
Emprego sem rojão
O Paraná criou 8.438 empregos formais em junho. Boa notícia. Só não é tão boa quanto a do mesmo mês do ano passado: o saldo caiu aproximadamente 12%.
Indústria e comércio avançaram, enquanto os serviços perderam velocidade. Curitiba liderou a abertura de vagas, seguida por Londrina e Ponta Grossa.
O governo pode comemorar a geração de empregos. A oposição pode apontar a desaceleração. Ambos estarão dizendo a verdade, desde que não escondam a outra metade.
Desembarque no Oeste
Sandro Alex e Alexandre Curi desembarcam nesta manhã em Foz do Iguaçu para uma reunião aberta do Codefoz, na ACIFI. Candidatos a deputado da mesma aliança também foram convidados, e o ex-prefeito Paulo Mac Donald é o coordenador regional da dupla.
A agenda vem depois da passagem por Toledo e Cascavel e mostra o governismo tentando transformar sua extensa coleção de alianças em presença territorial.
Foz oferece um bom teste. Palanque cheio é fácil de fotografar. Mais interessante será descobrir quanto dele cabe na urna.
Comunhão inconveniente
O vocabulário da Polícia Federal entregou uma dor de cabeça nova ao Planalto. A investigação fala em “comunhão de interesses econômicos” entre Fábio Luís Lula da Silva e Roberta Luchsinger nas tratativas de negócios que incluíam cannabis medicinal.
A PF investiga a hipótese de uma sociedade oculta envolvendo também Fernando Bittar. As defesas negam irregularidades, e investigação não é condenação.
Para uma campanha que pretendia falar bastante dos problemas do filho do adversário, o próprio filho acaba de pedir espaço no roteiro.
A melhor defesa
A campanha de Lula pretende usar parte dos seus 5 minutos e 31 segundos de televisão para desconstruir Flávio Bolsonaro, inclusive recuperando sua trajetória política no Rio.
Estratégia clássica: se o adversário tem vidraça, procure uma pedra. O inconveniente é que o caso Lulinha cresce justamente quando o PT decide colocar uma lupa sobre o entorno de Flávio.
Pode funcionar. O risco é o eleitor perguntar por que a lupa aponta sempre para o outro lado.
CEP do inquérito
A PGR entende que as investigações envolvendo Lulinha devem deixar o Supremo porque não haveria atualmente investigados com foro privilegiado. André Mendonça sinaliza entendimento diferente.
A discussão sobre competência é juridicamente relevante. Politicamente, acrescenta mais um ingrediente a um caso que já reúne PF, PGR, STF e campanha presidencial.
Enquanto o país tenta descobrir o que aconteceu, começou a discussão sobre onde descobrir.
Finalmente, a conta
Dario Durigan afirmou que um eventual quarto governo Lula pretende manter o arcabouço fiscal, combinando contenção de despesas com busca de receitas.
Flávio Bolsonaro promete uma tesoura mais agressiva sobre o Estado. O governo fala em equilibrar despesas e receitas dentro das regras fiscais.
Finalmente a eleição começa a chegar à pergunta que normalmente aparece depois das promessas: quem paga?
Sobrou para a China
Donald Trump amplia a pressão econômica contra o Irã para alcançar também quem compra seu petróleo ou mantém negócios com Teerã. E aí aparece um problema do tamanho da China, principal destino das exportações marítimas iranianas de petróleo.
Pequim rejeita a pressão americana. O Brent recuou depois de cinco altas consecutivas, mas permanece na casa dos US$ 93.
Quando a segunda maior economia do planeta entra na lista dos possíveis atingidos, deixa de ser apenas pressão sobre o Irã. Começa outra briga.
