Barreado com operação policial

A Operação Horímetro resultou na prisão do ex-secretário municipal de Infraestrutura, no afastamento do vice-prefeito e do superintendente de Obras e investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos em Morretes. Foto: Pixabay
A Operação Horímetro resultou na prisão do ex-secretário municipal de Infraestrutura, no afastamento do vice-prefeito e do superintendente de Obras e investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos em Morretes. Foto: Pixabay

Morretes costuma aparecer no noticiário por seu casario histórico, pelo trem da Serra ou pelo tradicional barreado. Desta vez, ganhou espaço por outro motivo. A Operação Horímetro resultou na prisão do ex-secretário municipal de Infraestrutura, no afastamento do vice-prefeito e do superintendente de Obras e investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos públicos e movimentações milionárias. Uma notícia que certamente não ajuda a imagem da cidade nem da administração municipal.

Sem Greca, sem graça

A coletiva realizada na tarde de ontem (4), na sede do PSD Paraná, oficializou a candidatura de Cristina Graeml ao Senado. Tudo correto, tudo organizado, tudo dentro do roteiro. Faltou apenas Rafael Greca. O candidato a vice costuma transformar entrevistas protocolares em conversas agradáveis, misturando humor, cultura e uma retórica leve, sofisticada sem jamais soar pedante. A chapa governista parece cada vez mais sólida. A fotografia de ontem, porém, ficou séria demais.

Lava Jato S/A

A campanha ainda nem ganhou as ruas e a Lava Jato voltou ao centro da disputa. De um lado, Deltan Dallagnol tenta assegurar sua candidatura ao Senado. De outro, o afastamento da ex-juíza Gabriela Hardt recoloca a operação nas manchetes. O curioso é que nenhum dos dois episódios trata diretamente dos problemas do Paraná. Ainda assim, ambos têm potencial para ocupar espaço importante no debate eleitoral. Passados mais de dez anos, a Lava Jato continua produzindo ativos e passivos políticos.

Um vice fora da bolha

A escolha de Michele Caputo Neto para compor a chapa de Requião Filho vai além da área da saúde. Caputo construiu boa parte de sua trajetória em governos ligados ao antigo PSDB paranaense e nunca foi identificado com o núcleo histórico da esquerda. Requião Filho foi buscar um nome capaz de dialogar com outros ambientes políticos. A campanha agora terá de mostrar se essa composição representa apenas uma aliança eleitoral ou uma estratégia para ampliar o alcance da candidatura.

O Alckmin de Flávio

Rogério Marinho ganhou força para ser vice de Flávio Bolsonaro e já recebeu, nos bastidores, o título de “Alckmin de Flávio”. A comparação tenta transmitir experiência, moderação e bom trânsito no mercado e no Congresso. Há apenas um detalhe: Geraldo Alckmin chegou à chapa de Lula levando outro partido e uma aliança improvável. Marinho, se confirmado, levará o mesmo PL, os mesmos aliados e provavelmente a própria bagagem.

O empréstimo e a porta

Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e investigada por possível tráfico de influência, transferiu dinheiro a Marco Aurélio Ribeiro, então chefe de gabinete de Lula. Ele afirma que recebeu um empréstimo e já devolveu o valor. A explicação pode esclarecer a movimentação bancária. Falta explicar a coincidência política: alguém investigado por tentar abrir portas no governo escolheu emprestar dinheiro justamente a quem trabalhava ao lado da porta principal.

Quem fiscaliza o topo?

O Conselho Nacional de Justiça aprovou uma proposta que permite a perda do cargo de magistrados condenados por infrações graves. A iniciativa também pretende disciplinar viagens, presentes, participação em eventos e conflitos de interesse. As regras, porém, não alcançam automaticamente os ministros do Supremo, que dependerão de um código próprio. A moralização do Judiciário começou. Por enquanto, o elevador ainda não chegou ao último andar.

A guerra paga dividendos

Oito grandes petroleiras acumularam lucros próximos de US$ 90 bilhões em apenas três meses, embaladas pela alta dos preços provocada pela guerra e pela instabilidade internacional. Enquanto governos contabilizam gastos militares, inflação, destruição e crise energética, as empresas apresentam balanços extraordinários. A guerra continua sendo uma tragédia para quase todos. Para alguns acionistas, chegou acompanhada de dividendos.

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