Alexandre Curi quase foi convencido a abandonar coalizão de Ratinho Junior

Alexandre Curi, candidato a senador. Foto: Orlando Kissner/Alep
Alexandre Curi, candidato a senador. Foto: Orlando Kissner/Alep

Na reta final das convenções, Pedro Lupion quase conseguiu convencer Alexandre Curi de que o Republicanos deveria abandonar a coalizão liderada por Ratinho Junior. Não conseguiu. Deixou a presidência estadual do partido, mudou de endereço político e desembarcou no palanque de Sergio Moro. Levou consigo apenas uma bagagem de mão. O Republicanos preferiu continuar morando com a família.

A fraude sai cara

Tem partido que ainda acredita que candidatura feminina serve apenas para cumprir tabela. A Justiça Eleitoral continua lembrando que mulher não é número para fechar ata de convenção. Em Foz do Iguaçu e em tantos outros municípios, a fraude não derrubou apenas candidatos. Derrubou chapas inteiras e refez o resultado das urnas. Quem transforma a lei em faz de conta acaba descobrindo que a Justiça leva o jogo a sério.

A criatividade custa caro

Toda investigação sobre contratação sem licitação costuma começar com a mesma explicação: era urgente, era excepcional, era inevitável. O Tribunal de Contas já ouviu esse roteiro muitas vezes. O caso envolvendo o ex-prefeito de Piraquara reforça uma velha lição da administração pública: quando a exceção vira hábito, o processo também.

O calendário também julga

Nos bastidores da disputa pelo Senado, a maior preocupação em torno da candidatura de Deltan Dallagnol talvez nem seja a decisão final da Justiça. É o momento em que ela poderá chegar. Há quem aposte que o registro passe pelo TRE e que a palavra final fique para o TSE. Se isso acontecer perto demais da eleição, o Novo poderá descobrir que nem toda derrota nasce de uma sentença. Algumas nascem do calendário.

O inverno também faz campanha

A frente fria chega ao Paraná justamente quando as candidaturas começam a ocupar ruas, praças e agendas pelo interior. A disputa continuará quente. O eleitor, nem tanto. Em algumas cidades, convencer alguém a sair debaixo das cobertas poderá ser mais difícil do que convencê-lo a mudar de voto.

Cassino no bolso

O Supremo começa a discutir uma contradição que o brasileiro resolveu faz tempo. O cassino continua proibido. O celular, não. Hoje, milhões de pessoas apostam sem sair do sofá, enquanto a legislação ainda finge que o problema mora nas antigas máquinas caça-níqueis. O país proibiu o salão de jogos e liberou o cassino de bolso.

A mentira ganhou a voz certa

A maior preocupação do TSE para esta eleição já não é a montagem grosseira de vídeos. É a inteligência artificial capaz de reproduzir a voz, a entonação e até os vícios de linguagem de um candidato. A mentira sempre existiu na política. Agora ela poderá pedir votos com a voz de quem nunca abriu a boca.

A toga também responde

Durante muito tempo, muita gente confundiu prestígio com imunidade. A decisão contra Marco Buzzi lembra que autoridade não suspende limites. Ao contrário. Quanto maior o cargo, maior deve ser a responsabilidade. A toga existe para proteger a Justiça. Nunca para proteger quem a envergonha.

Exemplo que fica

Há punições que atingem uma pessoa. Outras servem para constranger uma cultura inteira. A decisão contra Marco Buzzi será realmente importante se convencer quem ainda acredita que poder também é um salvo-conduto para desrespeitar colegas, servidores ou subordinados. O assédio nunca foi um privilégio do cargo.

O silêncio nunca protegeu ninguém

O maior aliado do assédio sempre foi o silêncio. Quase nunca o silêncio da vítima. O dos que viram, souberam e preferiram olhar para o outro lado. Quando uma instituição pune um dos seus, protege menos a própria imagem do que a próxima pessoa que ainda reúne coragem para denunciar.

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