A volta do fantasma

Estádio Independência, Belo Horizonte: Atlético-MG 3×1 Atlético.

Bem no começo, o Furacão marcou. A bola saída da cobrança perfeita de escanteio de Raphael Veiga foi desviada contra o goleiro Vitor por Maidana. O nosso Atlético não só ganhava, como merecia ganhar, sem precisar ir além do razoável. Mas não obstante ser melhor, era inseguro. Soube-se depois os motivos, que devem ser resumidos em dois nomes: Márcio Azevedo, por não ter mais condições físicas para jogar, e Tiago Heleno, sem nenhum preparo técnico para enfrentar um time que contra-ataca em velocidade. Em cima dos dois, o Atlético Mineiro alcançou o empate com Leonardo Oliveira.

O segundo tempo começou com um Furacão superior. Mas, aí, ocorreu a causa imediata para a derrota: Lucho González saiu para entrar Rossetto. Foi sintomático: o time de Tiago Nunes se esvaziou.

O time perdeu o rumo sem Lucho. Desprotegida, a defesa que já era falha, ficou desorientada. Em cima de Azevedo, com Tiago Heleno atrasado para cobrir, saiu a jogada para Elias marcar o segundo.

E, aí, o treinador Tiago Nunes, que antes fora apressado ao substituir Zé Ivaldo por Tiago Heleno, errou durante o jogo. Por conta da inexperiência, quis resolver com Bergson, colocando-o no lugar de Bruno Guimarães. Com Bergson, o Furacão não atacou. Sem Bruno, abriu ainda mais a defesa, permitindo que a bola, em uma nova falha de Tiago Heleno, chegasse para Ricardo Oliveira fazer o terceiro.

Pode ter sobrado a sensação de que o Atlético Paranaense não merecia perder. Afinal, chutou duas bolas na trave com Nikão e Pablo, e o goleiro Vitor fez uma ou outra grande defesa. Bola na trave e defesa do goleiro adversário é uma ilusão quando se perde o jogo.

O Furacão volta a ficar apertado na luta contra o rebaixamento.

O fantasma da dupla Diniz e Petraglia teima em continuar dando as caras.

Perda de tempo

Quando contratou Paulo Pelaipe para comandar o seu futebol, o G5 do Coritiba pensava em dar um outro rumo ao time para, ainda, salvar a ascensão à primeira divisão. Se Pelaipe já fez alguma coisa, ninguém sabe. Sabe-se que o mais importante, que exigia solução imediata, não fez: mudar o comando técnico. Ao contrário, manteve Tcheco para retribuir o favor que o técnico lhe prestou ao tirá-lo do desemprego. E, assim, constituiu-se no Couto Pereira um novo “clube de amigos”, do qual o chefe é o empresário Marcelo Lipatin.

O resultado é que o Coritiba consegue ser pior a cada partida. Na derrota por 2×1 para o Vila Nova, em Goiânia, foi o Coxa na pior de todas as versões que foram apresentadas sob comando de Namur.

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