Passei os últimos dias tratando da política, das intrigas e das questões de bastidores do Atlético, e esqueci do essencial: o futebol.

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Queiram ou não, o projeto financeiro de construção da Baixada, que já não é simples para ser executado, sofrerá uma ruptura violenta se ocorrer o rebaixamento – fato hoje, que se tornou objetivamente possível.

É que irá coincidir com a saída obrigatória da Baixada, para jogar uma segunda divisão na Vila Capanema, tornando inevitável a queda das receitas financeiras, seja a qualquer título.

O Atlético joga hoje contra o Ceará, em Fortaleza.

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Ganhou o requisito que não tinha em outros jogos fora, que é a confiança que uma vitória precedente provoca. Mais ainda quando a vitória teve como causa uma evolução individual e tática. Jogando em casa, o Ceará é como qualquer outro: sente-se favorito e obrigado a atacar. Bom para quem tenha um jogo em velocidade, que pode ser adotado pelo time de Renato Gaúcho em razão das características do estreante Rodriguinho.

Confesso que pela primeira vez imprimo otimismo no texto. Deve ser o sentimento da torcida. É sinal de que as coisas estão mudando.

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Monstros

Então, fica assim: se perder, o Toledo se garante na primeira divisão estadual. Mas, se ganhar, corre o risco de ficar na segunda divisão. Então, que perca.

A administração de Hélio Curi, na Federação Paranaense de Futebol, vive esquecida, e só é lembrada pelo anual “Bebê de Rosemary” que é capaz de gerar. Roman Polanski criou o monstro que provoca todas as gerações a partir de 1968, através de Mia Farrow. Mas os monstros que a FPF cria são piores, porque são literalmente monstros.

Não satisfeita com o monstruoso “supermando” (2009 e 2010), agora produz um que é terrível, absolutamente mortal, porque incentiva a derrota como meio de vitória – critério que contraria a lei de qualquer natureza, principalmente moral.