O Coritiba foi irrepreensível: ganhou por 1 a 0, e quebrou a invencibilidade de 25 jogos do Internacional. A torcida o aplaudiu de pé, e a imprensa o exaltou como vítima de injustiça.

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Um pouco antes, o Atlético já tinha sido assim. Quase alcançando a perfeição, quebrou a invencibilidade de quatro meses do Corinthians, vencendo-o por 3 a 2. Chegou a bater nos 3 a 0. Os dois gols sofridos, no final do jogo da Baixada, doeram mais do que a derrota que o eliminou no Pacaembu. A torcida lhe fez reverência, e a imprensa anunciou um novo time.

No entanto, o Coritiba e o Atlético estão eliminados da Copa do Brasil. O futebol do Paraná nem tinha ainda crescido, voltou a ficar pequeno. Atlético e Coritiba, influenciados por uma mídia de pouca expressão, voltaram a ficar acomodados com o que eu defino como vitórias inúteis: a eliminação é consumada na vitória, mesmo que isoladamente seja uma vitória grandiosa, como foram as contra Inter e Corinthians.

Não se iluda o torcedor, de que o Coritiba e o Atlético verdadeiros são aqueles que enfrentaram Inter e Corinthians pau a pau. Os verdadeiros voltam a campo a partir de amanhã: o Coritiba como lanterna e o Atlético como vice-lanterna do Campeonato Brasileiro.

Reforços

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Um dia desses, em um jantar para a imprensa, Geninho, justificando a razão de que indicara um jogador experiente, lembrou que em um churrasco, com tudo liberado, não mais que três jogadores tomariam cerveja.

Quando um jogador vem como a solução de todos os problemas e, em especial, quando é indicação do treinador, não pode errar. É nessa condição que Paulo Baier, jogador sem brilho técnico, mas de força e experiência, está chegando para o Atlético.

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A diretoria fez o seu papel. Trouxe o jogador, que Geninho indicou e fez questão de tê-lo como solução para os problemas do time. E não custou barato.