Não é desesperança, pessimismo ou querer impossível. Mas há tanta descrença do torcedor dessas bandas com nossos times, que nem mesmo vitórias grandiosas causam sequer ilusão. E olhe que não foram vitórias vulgares. Embora em divisões diferentes, e por isso adversários bem diferentes, as vitórias de Atlético e Coritiba tiveram um ponto em comum.

continua após a publicidade

O Furacão, pela Segundona, ganhou em Barueri por goleada improvável, 6 x 0. Mas o Barueri é um time qualquer, já está na Terceira Divisão. O Coxa, pela Primeirona, transformou uma vitória que estava no campo da dúvida, no Couto Pereira, em uma vitória clássica, 3 x 0. Mas o Flamengo há cinco jogos que perde porque confunde falta de qualidade com inexperiência. Mas também não se pode desprezar virtudes que são naturais de quem goleia por 6 x 0 e vence o maior clube do Brasil por 3 x 0.

É bom ninguém se iludir. Nem o Coritiba, com a ideia de que o time jogou melhor sem Marcelo Oliveira, por que não jogou. Ao contrário, venceu sem traumas, pois o seu time é melhor do que o Flamengo, o que na atual circunstância não tem um grande significado. Éverton Ribeiro e Lincoln foram os melhores em campo. O estreante Deivid, para fazer gols, terá que melhorar muito. Embora experiente, parecia sem noção do campo.

Nem o Atlético deve se iludir porque goleou, pois nessas contradições esquisitas que ocorrem no futebol, se a vitória fosse simples e suada, teria o significado de evolução. As coisas naturais, às vezes, convencem mais. Goleadas inesperadas são traiçoeiras, deixam dúvidas. João Paulo e Elias foram os melhores.

continua após a publicidade

O Atlético está a um ponto do grupo de subida, o que é menos de um passo. Definitivamente conseguiu alcançar o estágio de depender apenas de si para voltar à Primeira Divisão. O conceito de depender de si não pode sair do limite de ganhar todas em casa e vencer os concorrentes diretos São Caetano e Goiás. Já é uma grande coisa.