Vitória

Eu pergunto aos atleticanos: é justo o que o presidente Mário Celso Petraglia fazendo com vocês? Não pensem que a questão se limita a ganhar ou perder no campo. Essa se torna irrelevante, por ser uma das consequências do fato mais grave, que se disfarça e se esconde com a beleza da Baixada: o Atlético como instituição popular está sendo deteriorado pelo comando centralizado, ancorado pela omissão dos seus vices, e protegido pela submissão de seus conselheiros. E, aí, vem a consequência: o fracasso do time que por ser motivado pela falta de sensibilidade de Petraglia para o futebol torna-se quase voluntária.

O que eu quero dizer é isso: o futebol deixou de ser vital para o Atlético de Petraglia, como é vital para o Atlético dos atleticanos. Já escrevi que o futebol vai se tornar apenas um evento, e não o mais importante na exploração da Baixada. Se um dia Beyoncé render milhões, não interessa o resultado de campo do outro dia.  

Os atleticanos acreditem no que escrevo: Petraglia está se tornando maior do que o Atlético. E a maneira que usa é a de esvaziar o futebol como elemento vital da vida do clube. Não ter time sob o pretexto de obras e renovação de valores, não ganhar um estadual sequer, não ter ídolos sob o pretexto de que são caros, é uma forma de execução desse propósito. O Furacão ganhando no campo, conquistando títulos e com seu povo crescendo, parece não ser interessante. Ontem, no Serra Dourada, pelo Brasileiro, o Atlético perdeu outra vez. Goiás 3×1. Quando o Furacão perde, alguém na Baixada ganha.

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