Sem uma platéia de Maracanã presente em Zurique, todos puderam falar sem correr o risco de vaias. Embora Michel Platini não conseguisse dissimular a malícia e a ironia, quando se tratou da segurança, os profissionais brasileiros que foram à Fifa saíram festejando a vitória. Mais do que anunciada, é a vitória anunciada por exclusão: o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo em 2014.

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Afasto-me da discussão da capacidade de investimento do Brasil. É acadêmica, tese usada pelos grandes manipuladores de números, que são os economistas. Não me filio, tampouco, ao discurso de que existem outras prioridades sociais. É populista, porque o futebol é relevante para a identidade nacional, com repercussão direta no campo social. Há 57 anos não se faz Copa do Mundo no Brasil, mas, no entanto, a tragédia social é vista todos os dias. O que não se pode é usar o dinheiro da iniciativa privada para mascarar o uso de dinheiro público. Tudo o que concerne ao futebol tem muito de público, na medida em que o núcleo está no sentimento popular.

Como bem definiu o jornalista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo: ?A Copa do Mundo será boa para o Brasil, desde que a corrupção seja controlada dentro de um limite?.

Jogão

Existe uma condição para que Atlético e Grêmio façam um jogo histórico hoje à noite na Arena: a renúncia ao espírito de revanche, que naturalmente deve existir entre os atleticanos em razão da violência no jogo do Olímpico.

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Em um jogo jogado, como ensina o professor Otacílio Gonçalves, gaúcho, mas colorado, o Atlético pode definitivamente projetar a sua vida para 2008. Está jogando tão bem quanto o Grêmio. E com o efeito Arena pode ser melhor.