Começa o jogo no Independência e logo se percebe que o Atlético se daria bem contra o Galo. Pelos mais diversos motivos, mas todos originários de um motivo central: consciência de seus limites. Um time com essa virtude interior tende a ser equilibrado, porque há solidariedade entre os jogadores, que resulta na entrega exaustiva ao jogo. Nesse estado, o time rubro-negro ficou igual ao campeão da América. E encarava-o com tanta firmeza, que nem mesmo a pressão da torcida provocava desequilíbrio. Só não virou o tempo ganhando por faltar qualidade em seus atacantes: Marcelo e Delatorre.

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Por tudo isso, não seria justo o belo gol de Bernard, no final, que fez Galo 1 x 0. Mas aí, o imponderável entrou em campo: Bernard foi expulso, os mineiros se desconcentraram e o Atlético jogou os cinco minutos mais fantásticos dos últimos anos: empatou com Everton e virou com Ederson. Não foi por coincidência que o Atlético foi de prático a brilhante depois que Zezinho entrou: Furacão 2 x 1.

Dizem que por ser vitória, vitória não tem tamanho. Não concordo. Há vitórias grandiosas, e essa do Atlético em Belo Horizonte é uma delas. Ganhou porque mereceu ganhar do campeão da América, e no Independência, onde o Galo perde uma vez por ano. Dirão que o Galo continua de ressaca pelo título da Libertadores. É maldade com a grandeza da vitória rubro-negra. O futebol do time de Cuca foi absolutamente o mesmo. O que não teve foi a sorte, que é irrelevante nos pontos corridos.

O melhor em campo estava sendo o velho Luiz Alberto. Mas Zezinho entrou e decidiu o jogo pela esquerda. Pode não ter sido o melhor pelo tempo de jogo, mas foi o melhor pela influência do resultado.

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